Só me dei conta que estava a caminho de Bongo , o planeta da estrela Cutitampê , da Galáxia Klincas , quando percebi que tudo se afastava rapidamente . Acordei e pensei : fui .
Ao chegar em Bongo , direto à casa de Funfla .
- " Tudo bem .... ? "
- " Esperando .... só faço esperar , amigo terráqueo . "
- " Mas esperando por quê , homem de Deus ? "
- " Tudo parado ... parado na de esperando o Panta . "
- " Funfla ... o que queres dizer com esse "esperando Panta. "
- " É que o Panta , apesar de anunciado , nunca chega ... nunca dá sinal verdadeiro de vida, ô Terráqueo ! "
- " E porque o Panta nunca chega , amigo Funfla ? "
- " É por causa do rabo "
- " Como assim ... ? "
- " Dizem que ele nem ata nem desata por causa do rabo , ô Cara . "
- " E o que tem a ver o presumido rabo com ele não atar , e tampouco desatar ? "
- " Já viu , né ... ? "
- " Já viu o que , Funfla ... ? "
- " O rabo ... o rabo do Panta ... parece que o Panta tem rabo , ô Cara ? "
- " Mas e se ele tiver rabo , qual o problema do Panta ter rabo ... ? "
- " É que se ele de fato tiver rabo ... fica um a um ... "
- " Bom , mas existem rabos ... e rabos ... "
- " É que a maoiria do bongonceiros são hetero ... ? "
- " ... sexuais ? "
- " Nada disso ... ô Cara , por aqui , apesar de muita gente também jogar água fora ... refiro-me à maioria ser de heterodoxos .... "
-" E daí Funfla ? O que tem de errado , ou mesmo de certo , em alguém ser heterodoxo ? "
- " É que heterodoxo de verdade não admite rabo . "
- " Mas se for assim ... "
- É isso mesmo , terráqueo amigo , se for assim não vai sobrar para ninguém ... "
- " E aí ? ... "
- " Aí que o negócio é esperar ... esperar para ver ... "
- " Ver o que , Funfla ? "
- " Ver se o homem tem rabo ... "
Como vocês vêm o papo ficou pesado . Abri os braços e Funfla compreendeu que dessa vez reinava um desalento grande demais .
" Funfla ... volto torcendo para que no final tudo dê certo ... Até. "
" Até , amigo terráqueo ... obrigado pela visita , e pela atenção que me destes . "
Encaminhei-me para à nave , e - ao fundo - ouvi um canto , quase um murmúrio , na verdade um lamento de Funfla : " Bongonceiro ... bongonceiro ... " . Um bongõ marcava o compasso característico ... ; fui !
terça-feira, 5 de julho de 2016
segunda-feira, 4 de julho de 2016
A volta do boêmio .
Prezados !
Lembrei do Nelson . Do Nelson Gonçalves , o maior cantor de sambas-canção de sua época : Anos 60 , 70 , 80 , 90 ...
Mas afinal , o que dizia o indigitado Nelson Gonçalves ?
O Nelsão dizia ... cantava ... repetia ... " Ele voltou ... o boêmio voltou novamente ... "
Boêmio ... que palavra mais antiga ... nem dá para lembrarmos o que significava ...
Boêmio ? Seria o natural da Boêmia ?
Não , boêmio nos anos dourados queria dizer ; nada mais , nada menos , do que "aquele que vive a vida ... um "bom vivan" .... logo depois "boêmio" , o fonema virou algo como "play-boy" .
Mas por que tudo isto ?
Porque ele voltou ...
Mas voltou para onde ?
Nada mais , nada menos do que para Bongo , o planeta do indefectível sistema cutitampar ... o da estrela Cutitampê , da Galáxia de Klinkas ... Vocês não perdem por esperar ... vou dar comida para as galinhas e volto logo ... um pé lá e outro cá !
Lembrei do Nelson . Do Nelson Gonçalves , o maior cantor de sambas-canção de sua época : Anos 60 , 70 , 80 , 90 ...
Mas afinal , o que dizia o indigitado Nelson Gonçalves ?
O Nelsão dizia ... cantava ... repetia ... " Ele voltou ... o boêmio voltou novamente ... "
Boêmio ... que palavra mais antiga ... nem dá para lembrarmos o que significava ...
Boêmio ? Seria o natural da Boêmia ?
Não , boêmio nos anos dourados queria dizer ; nada mais , nada menos , do que "aquele que vive a vida ... um "bom vivan" .... logo depois "boêmio" , o fonema virou algo como "play-boy" .
Mas por que tudo isto ?
Porque ele voltou ...
Mas voltou para onde ?
Nada mais , nada menos do que para Bongo , o planeta do indefectível sistema cutitampar ... o da estrela Cutitampê , da Galáxia de Klinkas ... Vocês não perdem por esperar ... vou dar comida para as galinhas e volto logo ... um pé lá e outro cá !
terça-feira, 31 de maio de 2016
O Jornal dos Jornais - 4
Estimados 50,21 Perseguidores .
1 - O Senador Aécio Neves apareceu no programa político do PSDB pedindo união , grandeza de espírito, para que todos passem a preocupar-se com o futuro, tacitamente ... o perdão da ladroagem .
Tal discurso favorece a quem tem o rabo preso na ratoeira da Lava a Jato .
Ora , o que o País precisa mesmo . O que o País precisa é - pelo menos numa única oportunidade histórica - dar um exemplo aos futuros administradores , políticos , funcionários públicos, empreiteiros : Cuidado , se roubarem vão ser punidos .
O perdão de sempre só eternizará a corrupção . Vejam que o Mensalão teve penas tão verdadeiramente insignificantes que tais pessoa continuaram roubando de dentro dos presídios .
O que Aécio prega é uma nova anistia técnica - assim mesmo : anistia técnica - o que nos fará a todos de palhaços , eis que em pouco tempo a corrupção continuará verdadeiramente impune .
Não me engano ( e tenho comprovação teórica e prática disso ) : em princípio todos os seres humanos são - um pouco mais , um pouco menos - corruptos .
O que faz o Brasil assim - aparentemente mais corrupto - é que por aqui , até hoje na História da nação - nunca , jamais , os corruptos foram verdadeiramente punidos .
E vem o Aécio Neves pregar , ainda que sub-repticiamente - ainda que melifluamente - que desta vez tudo seja como antes .
Dói ver o PSDB , partido que eu antigamente defendia , perfilhar tese que esconde habilmente a intenção de perdoar tacitamente a todos os corruptos .
1 - O Senador Aécio Neves apareceu no programa político do PSDB pedindo união , grandeza de espírito, para que todos passem a preocupar-se com o futuro, tacitamente ... o perdão da ladroagem .
Tal discurso favorece a quem tem o rabo preso na ratoeira da Lava a Jato .
Ora , o que o País precisa mesmo . O que o País precisa é - pelo menos numa única oportunidade histórica - dar um exemplo aos futuros administradores , políticos , funcionários públicos, empreiteiros : Cuidado , se roubarem vão ser punidos .
O perdão de sempre só eternizará a corrupção . Vejam que o Mensalão teve penas tão verdadeiramente insignificantes que tais pessoa continuaram roubando de dentro dos presídios .
O que Aécio prega é uma nova anistia técnica - assim mesmo : anistia técnica - o que nos fará a todos de palhaços , eis que em pouco tempo a corrupção continuará verdadeiramente impune .
Não me engano ( e tenho comprovação teórica e prática disso ) : em princípio todos os seres humanos são - um pouco mais , um pouco menos - corruptos .
O que faz o Brasil assim - aparentemente mais corrupto - é que por aqui , até hoje na História da nação - nunca , jamais , os corruptos foram verdadeiramente punidos .
E vem o Aécio Neves pregar , ainda que sub-repticiamente - ainda que melifluamente - que desta vez tudo seja como antes .
Dói ver o PSDB , partido que eu antigamente defendia , perfilhar tese que esconde habilmente a intenção de perdoar tacitamente a todos os corruptos .
quinta-feira, 31 de março de 2016
From Tuvalu .
Prezados !
Mal eu tinha chegado de Bongo vi , na internet , uma oferta para um final de semana em Tuvalú .
Não vacilei ... embarquei para o arquipélago distante deste insensato mundo braziliense . Ou melhor ... brasileiro .
Aluguei uma bicicleta e fui até uma praia longínqua . Deitado na areia , tomando sol como um lagarto ouvi um cantarolar distante ... "eu prefiro ser ... uma metamorfose ambulante ... eu prefiro ser uma metamorfose ambulante ...."
Logo identifiquei ... era o camaleão petista . Pé ante pé , segui o som da cantoria que dava numa pedra tisnada de sol . Por mais que procurasse , de pronto não encontrei nada além da pedra.
Mas como ... uma pedra cantando ?
De repente ... de repenpente , como diria Moreira da Silva , a pedra se mexeu ... era um rabinho . O rabinho do camaleão petista . Tudo porque o restante do corpo do camaleão transformara-se propriamente em pedra : o camaleão , apesar de cantar que se achava uma metamorfose ambulante era mesmo um mimetismo estático .
Não hesitei , mesmo não o enxergando , sabia que ele estava mirando para mim .
" Camaleão , se estás a enxergar-me dá algum sinal de vida . Nem o teu rabo que eu há pouco via , agora já não vejo mais ... sim , eu juro que desta vez não vou te contrariar . É que tenho algo de muito sério para te falar , Camaleão . "
Nesse momento eu olhava a pedra de duas formas . Numa no intuito de ver o todo , certo de que se algo nela se mexesse eu divisaria o Camaleão petista . Mas nada . Sendo assim , certo que ele estava não só me ouvindo , mas também me vendo , passei a falar .
" Camaleão , você não percebe que estamos entrando num beco sem saída ? Você não percebe que a casa caiu , Camaleão ... Será que vocês não enxergam que ninguém mais vai botar um centavo em Tuvalu com o teu PT no mando do país ?
Camaleão , não adianta querer tapar o sol com a peneira , os pecados cometidos por vocês são imperdoáveis . Se vivessem num lugar menos complacente do que Tuvalu todos , inclusive você já estariam em cana , vendo o sol nascer quadrado . O pior é que ela , a mãe do puc , pensa que só porque não levou grana alguma ; que, por isto ela também não prevaricou , não se corrompeu . "
Foi quando ouvi algo como um pum . Uma flatulência .
Logo depois ouvi a voz do Camaleão petista : " Isso é a minha resposta , a lição de quem , sem pergaminho algum , chegou à Presidência de Tuvalu ."
Neste momento vi que o Camaleão corria para a floresta , não sem cantarolar mais fortemente do que nunca : " Eu prefiro ser , uma metamorfose ambulante ... eu prefiro ser ... "
Mal eu tinha chegado de Bongo vi , na internet , uma oferta para um final de semana em Tuvalú .
Não vacilei ... embarquei para o arquipélago distante deste insensato mundo braziliense . Ou melhor ... brasileiro .
Aluguei uma bicicleta e fui até uma praia longínqua . Deitado na areia , tomando sol como um lagarto ouvi um cantarolar distante ... "eu prefiro ser ... uma metamorfose ambulante ... eu prefiro ser uma metamorfose ambulante ...."
Logo identifiquei ... era o camaleão petista . Pé ante pé , segui o som da cantoria que dava numa pedra tisnada de sol . Por mais que procurasse , de pronto não encontrei nada além da pedra.
Mas como ... uma pedra cantando ?
De repente ... de repenpente , como diria Moreira da Silva , a pedra se mexeu ... era um rabinho . O rabinho do camaleão petista . Tudo porque o restante do corpo do camaleão transformara-se propriamente em pedra : o camaleão , apesar de cantar que se achava uma metamorfose ambulante era mesmo um mimetismo estático .
Não hesitei , mesmo não o enxergando , sabia que ele estava mirando para mim .
" Camaleão , se estás a enxergar-me dá algum sinal de vida . Nem o teu rabo que eu há pouco via , agora já não vejo mais ... sim , eu juro que desta vez não vou te contrariar . É que tenho algo de muito sério para te falar , Camaleão . "
Nesse momento eu olhava a pedra de duas formas . Numa no intuito de ver o todo , certo de que se algo nela se mexesse eu divisaria o Camaleão petista . Mas nada . Sendo assim , certo que ele estava não só me ouvindo , mas também me vendo , passei a falar .
" Camaleão , você não percebe que estamos entrando num beco sem saída ? Você não percebe que a casa caiu , Camaleão ... Será que vocês não enxergam que ninguém mais vai botar um centavo em Tuvalu com o teu PT no mando do país ?
Camaleão , não adianta querer tapar o sol com a peneira , os pecados cometidos por vocês são imperdoáveis . Se vivessem num lugar menos complacente do que Tuvalu todos , inclusive você já estariam em cana , vendo o sol nascer quadrado . O pior é que ela , a mãe do puc , pensa que só porque não levou grana alguma ; que, por isto ela também não prevaricou , não se corrompeu . "
Foi quando ouvi algo como um pum . Uma flatulência .
Logo depois ouvi a voz do Camaleão petista : " Isso é a minha resposta , a lição de quem , sem pergaminho algum , chegou à Presidência de Tuvalu ."
Neste momento vi que o Camaleão corria para a floresta , não sem cantarolar mais fortemente do que nunca : " Eu prefiro ser , uma metamorfose ambulante ... eu prefiro ser ... "
quinta-feira, 3 de março de 2016
O primo Delcídio vai falar !
Prezados !
Desde a nossa infância , em Belém do Pará , eu e Delcídio éramos como unha e carne . Juntos pegamos muitas mangas caídas das árvores centenárias que ornam a bela capital do Pará ; algumas mangas até caíam nas valas das rua de Belém . Limpávamos as frutas na camisa e as saboreávamos ali mesmo .
Tudo bem que tínhamos nossas diferenças ; ele torcia para o Remo , eu para o Paysandú. Eu preferia Coca , Delcídio Pepsi . Para mim , nada suplantava o sabor do Tacacá , bem goma e jambú. Já Delcídio sempre estava com uma cuia de açaí na mão .
E assim íamos ... eu preferia biribá , Delcídio roía uma pupunha até os espinhos .
Praia , eu preferia Mosqueiro ; Delcídio ia para Salinas .
Delcídio é poucos anos mais novo do que eu ; que sempre achei que ele ia longe . Como de fato foi .
Estudávamos num colégio da Almirante Barroso , ele frequentava a piscina da Assembléia . Eu ia para os muitos igapós no entorno da cidade .
O Círio , eu acompanhava de longe , mas sempre contrito ... Delcídio não deixava por menos , fazia questão de ir na corda .
Meu tio - pai de Delcídio - votava no Coronel Alacid ( quem sabe , daí o prenome do Primo Delcídio ... Del Alacid ... quem sabe ... ? ) . Já meu Pai - primo do de Delcídio , votava no Coronel Jarbas .
Delcídio pedia pato com o sumo da maniva . Eu , manissoba .
Enquanto ele comia tucunaré no leite de coco ... eu .... casquinha de tracajá .
Lembro que quando tocava o Hino Nacional , criança , Delcidio já botava a mão no lado esquerdo do peito e , não poucas vezes , lágrimas de emoção rolavam em suas faces .
Quanto à nossa vida de católicos ... nós dois quando meninos fomos coroinhas na Basílica de Nossa Senhora de Nazaré - na Getúlio Vargas . " Dominus vobiscus ... et com epsiritu tuum ... "
Já adulto , Delcídio emigrou para o Mato Grosso , onde fez portentosa carreira política.
Lembro que na última vez que nos encontramos , na minha casa de Icoaracy , botei para tocar o disco de Caymi : " Tomei um Ita no norte , e vim pro Rio morá , adeus meu pai minha mãe ... adeus Belém do Pará . " Foi quando , mais uma vez , vi o primo Delcídio chorar.
Agora , no Ano da Graça de 2016 Delcídio - em memorável delação premiada - não vai me surpreender : seu coração - antes de tudo - pulsará brasileiro . Mais que isto : Paraense !
Seu patriotismo há de ser maior do que os laços que a máfia transou para o Primo .
Corruptos , tremei !!! ... chegou a hora de um Amaral falar !
Fala primo Delcídio !!
Desde a nossa infância , em Belém do Pará , eu e Delcídio éramos como unha e carne . Juntos pegamos muitas mangas caídas das árvores centenárias que ornam a bela capital do Pará ; algumas mangas até caíam nas valas das rua de Belém . Limpávamos as frutas na camisa e as saboreávamos ali mesmo .
Tudo bem que tínhamos nossas diferenças ; ele torcia para o Remo , eu para o Paysandú. Eu preferia Coca , Delcídio Pepsi . Para mim , nada suplantava o sabor do Tacacá , bem goma e jambú. Já Delcídio sempre estava com uma cuia de açaí na mão .
E assim íamos ... eu preferia biribá , Delcídio roía uma pupunha até os espinhos .
Praia , eu preferia Mosqueiro ; Delcídio ia para Salinas .
Delcídio é poucos anos mais novo do que eu ; que sempre achei que ele ia longe . Como de fato foi .
Estudávamos num colégio da Almirante Barroso , ele frequentava a piscina da Assembléia . Eu ia para os muitos igapós no entorno da cidade .
O Círio , eu acompanhava de longe , mas sempre contrito ... Delcídio não deixava por menos , fazia questão de ir na corda .
Meu tio - pai de Delcídio - votava no Coronel Alacid ( quem sabe , daí o prenome do Primo Delcídio ... Del Alacid ... quem sabe ... ? ) . Já meu Pai - primo do de Delcídio , votava no Coronel Jarbas .
Delcídio pedia pato com o sumo da maniva . Eu , manissoba .
Enquanto ele comia tucunaré no leite de coco ... eu .... casquinha de tracajá .
Lembro que quando tocava o Hino Nacional , criança , Delcidio já botava a mão no lado esquerdo do peito e , não poucas vezes , lágrimas de emoção rolavam em suas faces .
Quanto à nossa vida de católicos ... nós dois quando meninos fomos coroinhas na Basílica de Nossa Senhora de Nazaré - na Getúlio Vargas . " Dominus vobiscus ... et com epsiritu tuum ... "
Já adulto , Delcídio emigrou para o Mato Grosso , onde fez portentosa carreira política.
Lembro que na última vez que nos encontramos , na minha casa de Icoaracy , botei para tocar o disco de Caymi : " Tomei um Ita no norte , e vim pro Rio morá , adeus meu pai minha mãe ... adeus Belém do Pará . " Foi quando , mais uma vez , vi o primo Delcídio chorar.
Agora , no Ano da Graça de 2016 Delcídio - em memorável delação premiada - não vai me surpreender : seu coração - antes de tudo - pulsará brasileiro . Mais que isto : Paraense !
Seu patriotismo há de ser maior do que os laços que a máfia transou para o Primo .
Corruptos , tremei !!! ... chegou a hora de um Amaral falar !
Fala primo Delcídio !!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Bongo - A volta
Demorou , mas ela voltou . Ela quem ?
Voltou aquela força estranha ; a onda que levanta as cortinas do quarto e , alta madrugada, me leva para o planeta Bongo . Aquele astro celeste que gira na terceira órbita em torno de Kutitampê - uma estrela semelhante ao nosso Sol ; só que na Galáxia de Klincas .
A viagem é sempre rápida. Em velocidades extra-lumens . Ou seja , muito maiores do que a da própria luz . Confesso que desta vez fui eu quem quis dar uma volta em Bongo , tanta é a urucubaca aqui plantada . Creio que na carta de Caminha deveria ter um complemento mais ou menos assim: "Por aqui , em se plantando tudo dá . Inclusive uruca . "
Cheguei na casa de meu maior amigo bongonceiro . O Funfla :
- " E aí , Amigo ? "
Funfla estava com feições preocupadas , só foram desanuviadas para cumprimentar-me :
" Bem vindo , Terrestre amigo ! " Disse ele quase sem mexer um músculo da face .
" Amigo bongonceiro ... que pasa hombre ? " Respondi .
" Parece que desta vez não vai sobrar para ninguém ... " Disse Funfla abaixando o tom de voz .
" Para ninguém ? Mas o problema não era só com o pessoal do sinistro ? "
" O problema é que eles já mandaram o recado : " " Não vai sobrar grê-grê prá Gregório ... "
" E o que isso quer dizer , no seu dialeto ? " Respndi .
" No meu dialeto quer dizer que não vai sobrar grê- grê prá Gregório . "
Senti um frio na espinha e resolvi mudar de assunto .
"Mas nada de bom aconteceu neste tempão todo ? "
" Acredite se quiser .... deu zic ! "
" Zic ? "
" Zic com mãe do pic ... é para leão , amigo ! "
Perco o amigo, mas não a piada . Emendei de primeira :
" Além do Zic, com a mãe do pic , ainda tem um imenso pic-nic ? "
"Até tú , Brutus ? " Respondeu-me Funfla .
"Perdõe-me , caro amigo ... é que o cavalo passou arriado ... ; mas desculpas ... até outra vez . Adeus Funfla !"
Funfla não respondeu ... só ouvi um quase imperceptível entre-dentes: "Bongonceiro ... Bongonceiro por que mi vida ... " .
Achei que era o sinal para eu escafeder-me , pedi - mentalmente - a onda ; e ela veio .
Vim !!!
Voltou aquela força estranha ; a onda que levanta as cortinas do quarto e , alta madrugada, me leva para o planeta Bongo . Aquele astro celeste que gira na terceira órbita em torno de Kutitampê - uma estrela semelhante ao nosso Sol ; só que na Galáxia de Klincas .
A viagem é sempre rápida. Em velocidades extra-lumens . Ou seja , muito maiores do que a da própria luz . Confesso que desta vez fui eu quem quis dar uma volta em Bongo , tanta é a urucubaca aqui plantada . Creio que na carta de Caminha deveria ter um complemento mais ou menos assim: "Por aqui , em se plantando tudo dá . Inclusive uruca . "
Cheguei na casa de meu maior amigo bongonceiro . O Funfla :
- " E aí , Amigo ? "
Funfla estava com feições preocupadas , só foram desanuviadas para cumprimentar-me :
" Bem vindo , Terrestre amigo ! " Disse ele quase sem mexer um músculo da face .
" Amigo bongonceiro ... que pasa hombre ? " Respondi .
" Parece que desta vez não vai sobrar para ninguém ... " Disse Funfla abaixando o tom de voz .
" Para ninguém ? Mas o problema não era só com o pessoal do sinistro ? "
" O problema é que eles já mandaram o recado : " " Não vai sobrar grê-grê prá Gregório ... "
" E o que isso quer dizer , no seu dialeto ? " Respndi .
" No meu dialeto quer dizer que não vai sobrar grê- grê prá Gregório . "
Senti um frio na espinha e resolvi mudar de assunto .
"Mas nada de bom aconteceu neste tempão todo ? "
" Acredite se quiser .... deu zic ! "
" Zic ? "
" Zic com mãe do pic ... é para leão , amigo ! "
Perco o amigo, mas não a piada . Emendei de primeira :
" Além do Zic, com a mãe do pic , ainda tem um imenso pic-nic ? "
"Até tú , Brutus ? " Respondeu-me Funfla .
"Perdõe-me , caro amigo ... é que o cavalo passou arriado ... ; mas desculpas ... até outra vez . Adeus Funfla !"
Funfla não respondeu ... só ouvi um quase imperceptível entre-dentes: "Bongonceiro ... Bongonceiro por que mi vida ... " .
Achei que era o sinal para eu escafeder-me , pedi - mentalmente - a onda ; e ela veio .
Vim !!!
O Bilau .
Prezados !
Atônito , li agora que em Maryland ( EUA ) o dentista Bilal Ahmed, da empresa "Universal Smiles", foi preso por anestesiar o paciente e; com ele dormindo, botou o próprio bilau ( do Bilal ) na boca dele . Obviamente que , ao acordar com o bilau na boca , a pobre vítima reclamou muito .
Nada disseram sobre se o bilau foi , por vingança , mordido .
Durma-se , com um bilau desses .....
Atônito , li agora que em Maryland ( EUA ) o dentista Bilal Ahmed, da empresa "Universal Smiles", foi preso por anestesiar o paciente e; com ele dormindo, botou o próprio bilau ( do Bilal ) na boca dele . Obviamente que , ao acordar com o bilau na boca , a pobre vítima reclamou muito .
Nada disseram sobre se o bilau foi , por vingança , mordido .
Durma-se , com um bilau desses .....
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capa-pretas
capital
capítulo 1
capítulo 12
capítulo 13
capítulo 14
capítulo 15
capítulo 16
capítulo 17
capítulo 18 A
capítulo 18 B
capítulo 19
capítulo 2
capítulo 20
capítulo 21
capítulo 22
capítulo 23
capítulo 24
capítulo 3
capítulo 4
capítulo 47
capítulo 48
capítulo 49
capítulo 5
capítulo 50
capítulo 51
capítulo 52
capítulo 53
capítulo 54
capítulo 55
capítulo 55 R2
capítulo 56
capítulo 57
capítulo 58
capítulo 59
capítulo 6
capítulo 60
capítulo 62
capítulo 63
capítulo 64
capítulo 65
capítulo 66
capítulo 67
capítulo 68
capítulo 69
capítulo 70
capítulo 71
capítulo 72
capítulo 73
capítulo 74
capítulo 75
capítulo 76
capítulo 77
capítulo 78
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capítulo 81
capítulo 82
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capítulo 95
capítulo 96
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