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domingo, 17 de novembro de 2013

97 - Julietinha e o Oficial do Vapor - final B

Levaram  os dólares para o Caverá .   No mais  esquecido e distante cerro , praticamente enterraram  o furgão numa fenda de pedra do monte .   Não foi por acaso ,  Athos  criara-se por ali .
Estava decidido  que contariam tão somente três caixas de dólares . As demais  só  seriam abertas para que o conteúdo fosse constatado por todos .  Quanto ao destino  , o lugar em que cada um guardaria seu tesouro , isto ainda não estava resolvido .  Poucas horas depois chegara ,  montado ,  o pastor  Gualter que  novamente ficou  de guarda - agora a dois quilômetros de distância -  na única estrada existente e , mesmo já sendo noite ,  andava incessantemente de um ponto a outro  para  que assim  pudesse perceber qualquer modificação  nas cercanias do local onde se dava a reunião . Gualter  olhava  não só para onde era possível alguém chegar ,  mas também para o ponto onde a reunião acontecia , eis que mesmo que quase não fosse possível  avistar-se  aquele  acampamento ,  mesmo assim isto não o desobrigava de  manter  os sentidos totalmente ligados aos riscos representados  - independentemente de outros - pela simples passagem por aqueles ermos de quantia  tão grande :  algo em torno de vinte milhões de dólares .Três horas se passaram para que a primeira parte do plano fosse concluída , momento em que D ´ Artagnan pediu  a palavra. "Caros irmãos ,  confirmadas nossas melhores expectativas  sobre a  quantia  existente nas primeiras caixas que empacotavam os  Excessos  de Realizações Pecuniárias  ,  cabe agora decidirmos sobre o destino  de montante tão valioso ... "

"Peço a palavra !  "   quase berrou  Quita   para  surpresa de todos !

"É evidente , Mosqueteira Quita , que  eu passo-lhe  a palavra . E com um misto de honra  e prazer  mosqueteiros ! "   Completou  D ´Artagnan .

" Irmãos ,  quantas serão as partes  em que serão divididos os Excessos  que  aqui temos ? "

Tão óbvia era a resposta que ninguém atreveu-se  a dá-la ,  ganhando  a noite  escura só  silêncio  como réplica . O pouco tempo que passou pareceu  algo que tendia a perpetuar-se  , até  que  Athos arriscou-se  :

" É claro que somos quatro  a repartir o monte  de dólares , irmã  Quita .  Você ,  Aramis , D ´Artagnan  e eu .   Então , desculpe-me , mas  não percebo qual seja a  sua dúvida . "

" Não ,  valente mosqueteiro Athos . Não somos quatro .  E , a manter-se  seu prognóstico  estaremos cometendo o que tanto  criticamos ... uma  injustiça  a mais ....  afinal , Novos Mosqueteiros , a que vem esta irmandade ?  "

Um  óóó  geral  de dúvida e exclamação   quebrou o súbito silêncio ...

sábado, 26 de outubro de 2013

96 - Julietinha e o oficial do vapor - final B

Gualter avisou que naquele dia chegara uma patrulha do exército para , com pesadas máquinas fotográficas , documentarem o silo onde estavam os alívios de excessos de realizações pecuniárias ; que , aliás , já estavam sendo chamados por D Ártagnan , pela sigla de AERP . Como sempre , a sorte estava do lado dos Novos Mosqueteiros . Naquela noite . quando já estavam com tudo pronto para retiraram do silo , tudo que lhes pertencia , alguém também preparava-lhes uma péssima surpresa . Mas os Mosqueteiros estavam com todos os preparativos prontos . Principalmente os que trariam o furgão de novo à mobilidade . Traziam bomba para encher os pneus movida por gerador móvel ; bateria nova , para fazer a transferência de uma para outra bateria , gasolina de alta octanagem para facilitar a ignição rápida , luzes de emergência , contados elétrico , tudo o que poderia ser necessário para fazerem o automóvel andar . Naquele momento o grupo era formado sem Quita , que não pudera vir por não ter uma desculpa razoável para seus patrões . Abriram o silo e viram que a montanha de soja estava intacta . Apressaram-se , porque tudo teria que ser feito naquela noite , e mesmo nela , o mais rapidamente possível . Para o bem de todos , era uma noite de inverno , as que escuridão é muito mais longa do que os momentos de luz solar . O pastor Gualter estava sempre por perto , ajudando . Desta feita , ele ficou com uma lanterna a cerca de mil metros , para avisar com sinais luminosos , a aproximação de intrusos . Foi quando os Mosqueteiros começaram a remover o soja que cobria o automóvel . Quanto ao pastor de ovelhas Gualter , a fidelidade canina em relação a D ´Artagnan ampliara-se quando o Mosqueteiro , anos atrás , levara Dna . Prendoca - mãe de Gualter -, até a Argentina para uma operação médica que salvou-lhe a vida . Com Juan Domingo Perón presidindo o país , qualquer necessitado de cuidados médicos que lá chegassem - ainda que cidadão brasileiro ou uruguaio recebia de graça todos os cuidados médicos , que - em última análise - eram patrocinados pelos lucros da Argentina com a exportação de trigo , carne e lã para a Europa - eis que Perón habilmente não tomara partido na segunda guerra para obter o máximo de vantagens nas trocas internacionais . A devastação da Europa gerou ~fartura de dinheiro nunca vista no Pais . E , porque não, na vizinhança próxima da fronteira . Foi assim que D´Artagnan aumentou a amizade de Gualter para ele . Encheram os pneus , deram carga na bateria e o auto respondeu como todos esperavam . Ainda faltavam umas três horas para o sol nascer quando , entre vivas , urros de alegria , o furgão movimentou-se , saiu de seu sepulcro de soja . Mas , naquele momento isnsitentes sinais de luz de Gualter anunciavam que chagava alguma visita . Rapidamente os homens tiveram o cuidado de novamente re-empilhar a soja da forma msid lógica e natural possível . Quando acabaram de fechar o cadeado viram , longe , muito longe , uma luz em começo bruxuleante , ir aumentado no horizonte da estrada . Quanto à Gualter , ele já estava pré-avisado de que deveria devria voltar para a ermida que passsara a viver depois que os AERP ´s chegaram por ali , para descobrir tudo sobre de quem era a visita que chegara no veículo da luz que crescia rapidamente , agora já muito mais próxima . Sem acender qualquer tipo de iluminação o furgão dos Mosqueteiros afastou-se tão rapidamente quanto lhes era possível para que não permitisse ser percebido por quem quer que fosse . Em cima da mais alta coxilha - sempre com as luzes apagadas - viram claramente que o que chegara ao silo era , nada menos do que uma patrulha de soldados . Sempre com o maior cuidado ligaram o motor do furgão e desapareceram na ainda noite , na direção do  Alegrete , só que pararam muito antes de lá chegar .




Prezados Leitores . A partir deste episódio estarei em ( creio eu  ) merecidas férias . Prometo firmemente não perturbá-los , de la´- onde eu estiver ( talvez em Colcabamba , quem sabe ... - com meus escritos , agora centrados em como os Novos Mosqueteiros tomarão posse efetiva de seus AERP´ s . Serão uns vinte e cinco dias de descanso para vocês , queridos leitores . Aproveitem , pois a volta será plena de ação , amor , dinheiro - muito dinheiro para os Mosqueteiros , e paixão para Paulo e sua Polaquinha ( que, lembro a vocês , estão no Taythi ) . Até a volta , e sorte para todos ! D ´Artagnan , e os demais Mosqueteiros , com a escuridão total não perceberam que outrso boletos da Casa Piano , com valores impressos das operações de câmbio negro de dólares dispersaram-se , dentro e fora do silo , podendo negar , para um atento observador , que o soja estava tão bem empilhado em razão de que alguem tentara camuflar algo de estranho , grave mesmo , acontecido por ali .
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