" Ah ! .... então estás botando as mangas de fora , hein ... fazendo perguntas cada vez mais ousadas ... como eu , isolado nestas montanhas na linha do Equador pude deixá-las completamente ocas para depois instalar a maior concentração de contadores deste planeta ... . Na verdade estás certo ao afirmar que optei pelo isolamento , pela clausura deste monastério . Mas chega um dia em que precisamos falar com alguém de carne e osso ... e nada melhor do que contar com um ser desprovido de ambições maiores , consumidor que deve ser da mais abjeta junk-mídia . Ou seja : você é o ouvidor ideal para as minhas necessidades de comunicação vivo live . Mas apesar disto tudo tu conseguistes ordenar uma pergunta lógica . Vamos lá ... sim , eu não teria nenhuma chance de escavar um vazio desta grandeza . Ocorre que não fui eu quem escavou este maciço ... foram os artífices da bomba nacional . Sim , há mais de vinte anos baixou mais uma vez a megalomania própria dos aspirantes à grandes ambições : a que nos tornemos uma grande potência atômica . E foi ele , foi ele sim , foi ele quem mandou que a engenharia do exército perfurasse as rochas , buscando as mais duras para em tais galerias fixar as máquinas que nos tornariam uma potência atômica . Só que no meio do caminho o Grande Tio descobriu tais pretensões e com uma só ameaça fez o nosso Maioral prometer de pés juntos que abandonaria o projeto da bomba H . Ordenou mais : que todos os buracos já abertos para a construção do complexo A fossem totalmente obturados , concretados , inviabilizados para qualquer finalidade . Aconteceu , porém , que - apesar de ter prometido - nosso Maioral jamais cumpriu a jura . Pouco a pouco uma nova floresta foi crescendo em volta do projeto de complexo atômico chegando a um momento que até os índios , a população local , todo mundo esqueceu-se destas imensas cavernas . Tornei-me posseiro delas sem esforço algum . Foi quando uma romaria quase interminável de helicópteros trouxe para cá todos os contadores - tudo sob as ordens do pequeno país dos quarenta trilhões ... "
" Pequeno país dos quarenta trilhões ... ? o que é isto ? "
" É o meu cliente maior ... o que paga o feijão com arroz ... "
" A troco de que butiá ? "
" De muitos ... um deles é que somente eu , com meus contadores , sei - no aqui e agora - quem tem neste planeta quinhentos mil ... "
" Quinhentos mil o quê , Esplendoroso Bodedalma ? "
" Ora quinhentos mil o quê ? Sinto muito , Mondongo , mas eu já dei vazão à minha necessidade de comunicação . Além disto é muito complicado falar com alguém que necessita de que e explicitemos o mais desnecessário dos ditos ... ora , ora , quinhentos mil o quê ... ? "
Quer saber ... quer saber mesmo , por hoje chega ! quem fala demais acaba dando bom dia a cachorro ... chega Mondongo .. cheegaaaa ! "
sábado, 28 de dezembro de 2013
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Um aviso .
Aviso aos navegantes deste " Com Chaveco " :
Esta série experimental ( No monastério de Bódedalma ) foi iniciada equivocadamente no blog "Sem Chaveco "
Todavia , por ser uma ficção , e é certo que o lugar das ficções é neste blog " Com Chaveco " , decidi dar continuidade a tal estória neste " Com Chaveco" .
Agradeço pela compreensão .
Links do blog "Sem Chaveco" com a série experimental "No monastério de Bóldedalma"
Esta série experimental ( No monastério de Bódedalma ) foi iniciada equivocadamente no blog "Sem Chaveco "
Todavia , por ser uma ficção , e é certo que o lugar das ficções é neste blog " Com Chaveco " , decidi dar continuidade a tal estória neste " Com Chaveco" .
Agradeço pela compreensão .
Links do blog "Sem Chaveco" com a série experimental "No monastério de Bóldedalma"
8 - No monastério de Bódedalma -
No terceiro dia de estada no monastério o peregrino foi novamente admitido ao Grande Salão de Bodedalma I ; só que cometeu um erro que poderia ter-lhe custado a vida : na espera do Inefável ousou sentar-se no grande sofá , que tinha uns dez metros de comprimento , o qual Bódedalma proibia terminantemente que qualquer traseiro , além do próprio , ali se abancasse .
Naquele momento uma voz poderosa , ultra-intensa e super agressiva ocupou todo o volume do grande salão universal : " Porque pusestes teu cu sujo em meu sofá celestial ? " disse o mandão , ao mesmo tempo que- disparava um raio de sua pistola elétrica que , mesmo sendo de baixa intensidade , acertou exatamente no ponto visado por Bódedalma , chamuscando a barriga de Mondongo ? "
Depois de soltar um grito lancinante , o peregrino , respondeu choramingando :
"ora por que ? Não existe por aqui qualquer proibição de alguém sentar-se a teu lado , e como o que não é proibido é tacitamente permitido , eu tomei a liberdade de pretender abancar-me o mais próximo possível de Vossa Sapiência ... "
" Você , como todos os nacionais deste país sempre confiando tão somente em normas escritas, em regulamentos, códigos ... ; pergunto: e as diferenças sócio-culturais absorvíveis pelos costumes, pelas percepções que se sustentam no ambiente, ou mesmo no ar, que - pela natural compreensão do que seja certo ou errado, normal ou agressivo aos costumes - é o único elemento passível de nos igualar . Pergunto-lhe , pó de cupim : e toda esta aura que me diferencia de você ; tudo isto de nada serve ? Toda esta ambientação excludente não é bastante para que te ponhas no teu lugar independentemente de qualquer outro aviso , seja ele escrito ou verbal ? E , por fim , a estética que nos separa , nem ela chega a fazer com que guardes a distância intuitível que deve existir entre nós ? "
" Sim , Inteligência Rara ; tens razão , mas mesmo assim a minha possibilidade de diferenciação do que seja real , daquilo que não o é , a minha pobre capacidade de poder separar o joio do trigo na balança da personalidade não chegou ao ponto de compreensão independente de normas escritas , ou mesmo verbais expressas , e por isto peço-lhe o mais profundo dos perdões ... "
" Tudo bem , o momento é de conciliação e paz ... estás perdoado ! "
" Então posso continuar perguntando ? "
" Digamos que sim ... "
" Lá vai ! .... se és sozinho , se vives nesta ermida , se tens tão somente um castelão a servir-te , como podes ter carcomido esta cadeia de montanhas para nelas cravar a quantidade imensa de contadores que permitem que desfrutes concomitantemente do tempo e da razão ? "
- Segue -
Naquele momento uma voz poderosa , ultra-intensa e super agressiva ocupou todo o volume do grande salão universal : " Porque pusestes teu cu sujo em meu sofá celestial ? " disse o mandão , ao mesmo tempo que- disparava um raio de sua pistola elétrica que , mesmo sendo de baixa intensidade , acertou exatamente no ponto visado por Bódedalma , chamuscando a barriga de Mondongo ? "
Depois de soltar um grito lancinante , o peregrino , respondeu choramingando :
"ora por que ? Não existe por aqui qualquer proibição de alguém sentar-se a teu lado , e como o que não é proibido é tacitamente permitido , eu tomei a liberdade de pretender abancar-me o mais próximo possível de Vossa Sapiência ... "
" Você , como todos os nacionais deste país sempre confiando tão somente em normas escritas, em regulamentos, códigos ... ; pergunto: e as diferenças sócio-culturais absorvíveis pelos costumes, pelas percepções que se sustentam no ambiente, ou mesmo no ar, que - pela natural compreensão do que seja certo ou errado, normal ou agressivo aos costumes - é o único elemento passível de nos igualar . Pergunto-lhe , pó de cupim : e toda esta aura que me diferencia de você ; tudo isto de nada serve ? Toda esta ambientação excludente não é bastante para que te ponhas no teu lugar independentemente de qualquer outro aviso , seja ele escrito ou verbal ? E , por fim , a estética que nos separa , nem ela chega a fazer com que guardes a distância intuitível que deve existir entre nós ? "
" Sim , Inteligência Rara ; tens razão , mas mesmo assim a minha possibilidade de diferenciação do que seja real , daquilo que não o é , a minha pobre capacidade de poder separar o joio do trigo na balança da personalidade não chegou ao ponto de compreensão independente de normas escritas , ou mesmo verbais expressas , e por isto peço-lhe o mais profundo dos perdões ... "
" Tudo bem , o momento é de conciliação e paz ... estás perdoado ! "
" Então posso continuar perguntando ? "
" Digamos que sim ... "
" Lá vai ! .... se és sozinho , se vives nesta ermida , se tens tão somente um castelão a servir-te , como podes ter carcomido esta cadeia de montanhas para nelas cravar a quantidade imensa de contadores que permitem que desfrutes concomitantemente do tempo e da razão ? "
- Segue -
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Boas Festas !
Aos meus antigos , mas também para os novos Leitores .
Hoje somos cinquenta os que diariamente leem este blog , espalhados por muitos países em todos os continentes .
Por este meio concluí que as idéias de alguém , por mais exóticas que sejam , com um universo tão amplo , sempre encontraremos vida inteligente do outro lado da linha .
É por isto que agora estou feliz , por ter encontrado vocês .
Boas Festas
José Amaral
Hoje somos cinquenta os que diariamente leem este blog , espalhados por muitos países em todos os continentes .
Por este meio concluí que as idéias de alguém , por mais exóticas que sejam , com um universo tão amplo , sempre encontraremos vida inteligente do outro lado da linha .
É por isto que agora estou feliz , por ter encontrado vocês .
Boas Festas
José Amaral
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Eu quero ter um milhão de Amigos !
Prezados 155 perseguidores ! É com muita honra que registro o incrível número de leitores neste blog " Com Chaveco " - ( que , na gíria brasileira quer dizer : Com Mentiras ) . Lembro que temos também outro blog ao qual chamamos de "Sem Chaveco " - ou " Sem Mentiras " . O certo é que até agora tínhamos , no máximo , uns quarenta leitores ao dia . Mas agora , com um chamado up-grade dado por uma amiga ( Nadia ) , chegamos hoje ao incrível número de 155 leitores espalhados por quase todo o mundo : Brasil , Alemanha , Argélia , Argentina , Espanha , Estados Unidos , Malásia , República Dominicana e Servia. Como diria o nosso cantor popular maior, Roberto Carlos : "eu quero ter um milhão de Amigos !" Bom dia !
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Até breve !
Prezados Leitores . Como vocês devem ter notado , repetem-se os erros de "datilografia" nos textos deste blog " Com Chaveco " . Isto acontece por causa do meu computador que está ( talvez ) mortalmente ferido . Assim , manter "no ar " este blog está sendo , digamos , esteticamente complicado para mim . Farei uma interrupção rápida , de alguns dias , para a compra de um novo equipamento . Até breve ! O Autor .
domingo, 17 de novembro de 2013
97 - Julietinha e o Oficial do Vapor - final B
Levaram os dólares para o Caverá . No mais esquecido e distante cerro , praticamente enterraram o furgão numa fenda de pedra do monte . Não foi por acaso , Athos criara-se por ali .
Estava decidido que contariam tão somente três caixas de dólares . As demais só seriam abertas para que o conteúdo fosse constatado por todos . Quanto ao destino , o lugar em que cada um guardaria seu tesouro , isto ainda não estava resolvido . Poucas horas depois chegara , montado , o pastor Gualter que novamente ficou de guarda - agora a dois quilômetros de distância - na única estrada existente e , mesmo já sendo noite , andava incessantemente de um ponto a outro para que assim pudesse perceber qualquer modificação nas cercanias do local onde se dava a reunião . Gualter olhava não só para onde era possível alguém chegar , mas também para o ponto onde a reunião acontecia , eis que mesmo que quase não fosse possível avistar-se aquele acampamento , mesmo assim isto não o desobrigava de manter os sentidos totalmente ligados aos riscos representados - independentemente de outros - pela simples passagem por aqueles ermos de quantia tão grande : algo em torno de vinte milhões de dólares .Três horas se passaram para que a primeira parte do plano fosse concluída , momento em que D ´ Artagnan pediu a palavra. "Caros irmãos , confirmadas nossas melhores expectativas sobre a quantia existente nas primeiras caixas que empacotavam os Excessos de Realizações Pecuniárias , cabe agora decidirmos sobre o destino de montante tão valioso ... "
"Peço a palavra ! " quase berrou Quita para surpresa de todos !
"É evidente , Mosqueteira Quita , que eu passo-lhe a palavra . E com um misto de honra e prazer mosqueteiros ! " Completou D ´Artagnan .
" Irmãos , quantas serão as partes em que serão divididos os Excessos que aqui temos ? "
Tão óbvia era a resposta que ninguém atreveu-se a dá-la , ganhando a noite escura só silêncio como réplica . O pouco tempo que passou pareceu algo que tendia a perpetuar-se , até que Athos arriscou-se :
" É claro que somos quatro a repartir o monte de dólares , irmã Quita . Você , Aramis , D ´Artagnan e eu . Então , desculpe-me , mas não percebo qual seja a sua dúvida . "
" Não , valente mosqueteiro Athos . Não somos quatro . E , a manter-se seu prognóstico estaremos cometendo o que tanto criticamos ... uma injustiça a mais .... afinal , Novos Mosqueteiros , a que vem esta irmandade ? "
Um óóó geral de dúvida e exclamação quebrou o súbito silêncio ...
Estava decidido que contariam tão somente três caixas de dólares . As demais só seriam abertas para que o conteúdo fosse constatado por todos . Quanto ao destino , o lugar em que cada um guardaria seu tesouro , isto ainda não estava resolvido . Poucas horas depois chegara , montado , o pastor Gualter que novamente ficou de guarda - agora a dois quilômetros de distância - na única estrada existente e , mesmo já sendo noite , andava incessantemente de um ponto a outro para que assim pudesse perceber qualquer modificação nas cercanias do local onde se dava a reunião . Gualter olhava não só para onde era possível alguém chegar , mas também para o ponto onde a reunião acontecia , eis que mesmo que quase não fosse possível avistar-se aquele acampamento , mesmo assim isto não o desobrigava de manter os sentidos totalmente ligados aos riscos representados - independentemente de outros - pela simples passagem por aqueles ermos de quantia tão grande : algo em torno de vinte milhões de dólares .Três horas se passaram para que a primeira parte do plano fosse concluída , momento em que D ´ Artagnan pediu a palavra. "Caros irmãos , confirmadas nossas melhores expectativas sobre a quantia existente nas primeiras caixas que empacotavam os Excessos de Realizações Pecuniárias , cabe agora decidirmos sobre o destino de montante tão valioso ... "
"Peço a palavra ! " quase berrou Quita para surpresa de todos !
"É evidente , Mosqueteira Quita , que eu passo-lhe a palavra . E com um misto de honra e prazer mosqueteiros ! " Completou D ´Artagnan .
" Irmãos , quantas serão as partes em que serão divididos os Excessos que aqui temos ? "
Tão óbvia era a resposta que ninguém atreveu-se a dá-la , ganhando a noite escura só silêncio como réplica . O pouco tempo que passou pareceu algo que tendia a perpetuar-se , até que Athos arriscou-se :
" É claro que somos quatro a repartir o monte de dólares , irmã Quita . Você , Aramis , D ´Artagnan e eu . Então , desculpe-me , mas não percebo qual seja a sua dúvida . "
" Não , valente mosqueteiro Athos . Não somos quatro . E , a manter-se seu prognóstico estaremos cometendo o que tanto criticamos ... uma injustiça a mais .... afinal , Novos Mosqueteiros , a que vem esta irmandade ? "
Um óóó geral de dúvida e exclamação quebrou o súbito silêncio ...
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capítulo 19
capítulo 2
capítulo 20
capítulo 21
capítulo 22
capítulo 23
capítulo 24
capítulo 3
capítulo 4
capítulo 47
capítulo 48
capítulo 49
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capítulo 50
capítulo 51
capítulo 52
capítulo 53
capítulo 54
capítulo 55
capítulo 55 R2
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