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quinta-feira, 27 de junho de 2013

68 - Julietinha e o Oficial do vapor . - Final B .

Um ano se passara e quatro remessas de valores tinham chegado do centro do país .  A maior parte deles seguira para a Europa , quantias de menor monta ficaram  mesmo na República Oriental .  Como Pituca previra  , os capa-pretas fizeram-se íntimos das moças do Boca de Ouro  .  O que Paulo não sabia  é  que  a  jovenzinha  , que praticamente amigara-se com  Silvério  o capa-preta chefe ,  fora  convidada  pelos Mosqueteiros a fazer parte do grupo . E  aceitara  juntar-se  à  D´ Artagnan  e  Athos  adquirindo  o codinome de  Aramis ; aliás , o único dos mosqueteiros que falava o idioma  Espanhol .  Assim ,  Aramis  recebeu  a promessa de que quaisquer  desapropriações , qualquer lucro vindo daquela sociedade, seria dividia  de forma igual entre os mosqueteiros .  Reviveriam  o   "Um por todos , todos por um " .
O certo é que a moça  era  nacional da República Oriental  e ,   se antes de pertencer aos Mosqueteiros  já se esforçava em agradar Silvério (  aliás , ele confidenciou-lhe numa noite  daquelas  que "Silvério"  era um codinome ;  que seu nome de batismo seria Dirceu  . Mas  foi  preciso  de muito uísque irlandês na cabeça  para que Dirceu  revelasse  este seu segredo  maior  )  agora ela  se aplicava  mais e mais nos jogos de amor .  Ainda  que  a jovem  exercesse  a  antiga profissão , é certo que ela  não o fazia  tão somente  por interesse  pecuniário .  Assim ,  ampliar os limites das possibilidades amorosas era não só um desafio na missão de agradar  totalmente Silvério ;  a verdade é que  uma possibilidade  - a de  trabalhar em prol do ideal do Mosqueteiros -  não anulava  a chance de  entregar-se aos prazeres que  quase sempre  co-habitam com os demais resultados práticos de seu ofício .   Aramis soltava-se  e  imergia  no clima ;  e , se proporcionava a Silvério tudo o que a imaginação do capa-preta  criava  ,  ela também aproveitava  a sede , misturada com fome mesmo  , com que o homem chegava ao Boca de Ouro .  Nada , mas nada mesmo , do que constava do menu dos amantes , fossem eles franceses , tailandeses , indianos ou de qualquer outra nacionalidade tida como íntima do erotismo mais profundo  era deixado de lado . Silvério trazia-lhe  fotos ,  cadernos  pornográficos com  as  posições eróticas mais  intensas para  reforçar os laços amorosos  , mas cuidava  de levá-los todos de volta quando  , quase ao amanhecer ,  seguia  para Rivera .  O fato é que  Aramis , com  Silvério , sentia  de verdade quase todo o prazer que exteriorizava ;  e  que  com outros clientes ,   fingia sentir .  Por isto , se  do seu lado Silvério  gemia sem sentir dor  em cima  Aramis  cortava o silêncio daqueles pampas só povoado de gado  bramindo de prazer.  Para  o bem de todos  , a moça convencera o capa-preta  de que  ele  nascera para dar prazer aquela  sua amante .  E  é bem possível que isto fosse verdade .   Só o que  Silvério não sabia , era que a mulher , além do prazer que proporcionava e desfrutava  -além disto - ela  ficava  com  olho de águia  nos hábitos  de  Dirceu   ;  como e onde  guardava as chaves da caminhonete que trazia o tesouro ,  por quanto tempo a quantidade  bebida  naqueles encontros  o mantinha  quase anestesiado  .   Todas as informações eram  passadas  para   D´ Ártagnan e Athos  .

Por sua vez , Paulo - o Pituca -  ao perceber que Silvério  caíra mais  e mais  o beiço  por Aramis  ,   aumentou  substancialmente o cachê  da  prostituta .  Ao mesmo tempo que lhe criara um problema  : quanto mais pagava ,   mais   informações sobre os costumes do capa-preta  exigia ; que , não por acaso , eram  os mesmos detalhes  que  D´ Artagnan  e  Athos  pedidos .

Aramis  , assim que pode , pediu uma reunião com D Ártagnan e Athos  para que os três avaliassem qual seriam as melhores  respostas  que ela teria que dar ao Pituca ,  que  em vez de aproximá-lo  da fortuna  que ambos os lados  disputavam ,  deixassem-no cada vez mais distante da dinheirama .


quarta-feira, 26 de junho de 2013

E "O Globo" afinou mais uma vez .

Prezados leitores !

Impossível deixar de registrar que hoje , 26 de junho de 2013 o principal jornal do Rio de Janeiro chavecou . Lembram o que é chavecar ?  É embrulhar a mentira para presente .

E não é que na  mesma manhã em que a polícia carioca mata dez pessoas o jornal O Globo  omitiu-se em registrar esta tragédia com a manchete maior da primeira folha . Existe , creiam leitores , obrigação do jornal dar o destaque maior  ( a manchete  maior , mais expressiva ) para o assunto mais relevante .

Rapidamente estamos chegando à Iraque . à  Afeganistão , à Síria , à banalização da morte por atacado .

Assim é que não existia no dia , na edição de hoje ,   um tema ( ainda que macabro , quando a polícia de Sergio Cabral mata dez pessoas  numa "Comunidade Pacificada " )  mais importante , mais pungente  do que registrar para a posteridade , com a  amplitude  e  grandeza  exigida  pela  magnitude  da tragédia , que dez pessoas foram mortas .

Mesmo assim ,  Globo praticamente repetiu a manchete maior de ontem  :  "derrubada da PEC 37 " .

Entre o chaveco  ( chiiiii  ....  não podemos  alarmar os gansos ,  não podemos  botar isto em letras  maiores ..... chamar mais  atenção do mundo , temos a Copa do Mundo , as Olimpíadas ) .  Ou seja :  O Globo reage como parte interessada , e não como jornal , que  tem a obrigação de dar  suas chamadas , suas manchetes , na exata proporção da importância da notícia .

Não , não adianta fazer  "mea culpa" , publicando em página inteira suas hipotéticas  novas intenções , jurar por Deus que nunca mais vai  alterar a ordem da notícia ,  não alterar a importância da notícia . Não adiantou  jurar  -  como os Marinho juraram -  que de forma alguma iriam  - no futuro - manipular  a notícia .

O "daqui para frente , tudo será diferente "  dos Marinho  era mentira , eis que posto a prova , O Globo age , e reage como o velho  O Globo :  chavecando a notícia , diminuindo-lhe a importância crucial .

O povo não é bobo !

Quem nasce para  O Globo nunca  chegará a El País .

sexta-feira, 21 de junho de 2013

67 - Julietinha e o Oficial do Vapor . Final B

Quanto à produção literária , Pedro Santiago vivia o melhor tempo de sua vida .  Estava terminando um livro de poesias  que dava ao ex-jornalista grande satisfação .  Julietinha engravidara , e recolhera-se ao lar em razão  de que os médicos de Boca do Monte prevenirem  que sua  gravidez era de risco em razão de que  a gestante já  tinha uma certa idade ,  o que  poderia ampliar as complicações possíveis na gravidez .

Quanto  às  estâncias ,  percebia-se que Bandido fazia todo o possível - na verdade , quase o impossível -  para que as propriedades  dessem resultado econômico positivo .  Ainda que não comentasse , por diversas vezes  Bandido lançava mão de suas reservas  conseguidas em muitos anos de trabalho na Austrália .
Tudo para que  Pituca  tivesse a segurança econômica que -  em  derradeira análise - garantiria todo mundo.    E , quem sabe , muito especialmente ,  o futuro  dele e  de Almerinda . Bandido sabia que se a mesada de Pituca , que equivalia a dez mil dólares mensais,  tivesse a regularidade de relojoaria européia tudo seguiria conforme estava planejando . O certo é que pouco a pouco  Bandido passava a ser o senhor de todo  império dos Becerras.  Lembre-se mais uma vez que Bandido era de verdade uma pessoa honesta , polida  .   - e  , se  não fosse pouco -  de impressionante bom humor .

Almerinda assumira  a gerência da casa dos Becerras,  em Boca do Monte ,  e cuidava de Julietinha como só as mães cuidam das filhas quando prenhas.

Quita , que era solteira ,  e  que  praticamente já era uma pessoa da família ,  foi para o apartamento de Pituca na capital onde fazia de bom grado toda a lida doméstica  liberando  Valéria para dedicar-se toda para os cuidados e necessidades de Pituca .

As chegadas de remessas , do Rio  para Rivera ,  tornaram-se habituais ; ainda que  entre uma e outra  transcorressem  dois ou três meses .  Pituca  , que vivia muito bem com a mesada que Bandido lhe enviava ,  liberara  entradas das participações no contrabando de dinheiro ,  para a formação de uma poupança lá no país dos queijos furados .

Julietinha  recebia a metade do que Pituca .  Bandido a convencera que a outra metade estava sendo capitalizada contabilmente a seu favor .  Na verdade  Bandido  , só com os resultados das estâncias , não conseguiria  pagar à Julietinha o mesmo que mandava para Pituca .

Enfim ,  o núcleo  familiar  Becerra/Santiago saboreava um raro apogeu que poucos clãs um dia alcançam .

Quanto aos capa-pretas , pouco a pouco eles acostumaram-se a  aceitar a parada , que cada vez era mais demorada ,  no  Boca de Ouro .  Cada um deles  já tinha a sua favorita , que jurava que esperavam-lhes  fiéis  ,   mentira esta que reforçava consideravelmente o cachê , já que - pelo menos em tese - teria que aguentar até a  próxima  vinda de seus , digamos , sultões cariocas.

Já  Paulo Becerra ; ele ,  no mais completo silêncio , preparava a surpresa , que era a de  apropriar-se  de uma das remessas .  De preferência uma das maiores .  E depois ,  ( quem sabe ?  )  , ganhar o mundo com sua polaquinha . 



 ,

quarta-feira, 19 de junho de 2013

66- Julietinha e o oficial do vapor - Final B .

Paulo Becerra ainda  estava  ( como ele gostava de falar  )  de pau dentro , quando lembrou-se de tocar no assunto tão adiado :  " Polaquinha  ....   temos que conversar seriamente "   , mote que prontamente apartaria qualquer  junção.

Valéria : "  Fala logo ... o que tens a me dizer ... ? "

Pituca : " É que eu tenho pensado muito sobre nosso futuro . Se de um lado a entrega das estâncias ao  Bandido foram um  completo acerto ; por outro ,  temos que  decidir  sobre se iremos trombar com a sociedade preconceituosa de Boca do Monte .   Não é que um filho da puta espalhou  por lá que tu já  tinhas trabalhado na Gruta Azul !   Vou ser sincero ... este é o motivo de eu sempre resistir em , de uns tempos para cá ,  visitar  Boca do Monte ...

Valéria : "Eu já  tinha notado que algo havia ... Mas lembre-se , Paulo Becerra ... tu és um homem livre  para decidir o que for melhor para ti ...  se eu saí uma vez de tua vida , posso fazer o mesmo novamente  , basta que tu estales os dedos  e já me verás pelas costas ... "

Pituca que  alem de ajoelhar-se ante a mulher amada  começou a chorar quase que convulsivamente, balbuciou  : " Não é isto , não é nada disto ...  o que eu quero é decidir , contigo junto de mim ,  se vamos ...  se nós dois vamos enfrentar aqueles  miseráveis  de Boca do Monte , ou vamos bater nossas asas para viver em outras plagas ... é isto que temos que decidir agora . "

Valéria : "  Se é assim ,  se me queres de verdade a teu lado ,  honra a tua palavra de homem que eu mantenho a de mulher .   Como tua  esposa  te seguirei por onde fores ,   e feliz  da vida  por estar  a teu lado . "

Pituca  exultou por dentro  e  agradeceu  pelas palavras sinceras de Valéria .

terça-feira, 18 de junho de 2013

65 - Julietinha e o Oficial do vapor . Final B

Algumas certezas os dois  tinham .  A primeira era quanto ao motivo  do alivio monetário que planejavam ;  ele  teria que ser tão justo quanto  possível fosse  um furto assim ser  .  Também não restavam  dúvidas de que o dinheiro que queriam  já  tinha a sua origem criminosa esclarecida , ao contrário de outras cadeias de roubos que perdiam-se  aos  serem  por um outro meio , branqueadas . Neste caso , não .   A quantia   viria para  suas mãos já na terceira ; ou ,  no mínimo ,   na  segunda geração de roubo .  E , embora uma delas ainda permanecesse  no campo  das  hipóteses , das possibilidades ,  as  outras duas  eram  pacíficas .  A primeira  desapropriação ilícita  deu-se quando da obtenção da grana  pelos construtores  (  ou mesmo pelos  políticos  que ganhavam porcentagens dos valores pagos pelas obras de Brasilia  )  eis que tendiam  ao infinito  as formas de se roubar na construção da capital .   O segundo elo do roubo poderia  muito bem ser aquele praticado pelas células terroristas - ou revolucionárias , dependendo do lado de quem  olhasse a requisição do dinheiro .   Apesar disto ,  é certo que o rigor lógico de D´Artagnan   fazia com que a dupla desconsiderasse  a  hipótese da  certeza  de que aquele dinheiro passara  de verdade pelas mãos dos oposicionistas radicais , o que ainda estava só no campo das  probabilidades .    O fato é que  não havia  segurança  de que aqueles dólares que chegariam  tinham  sido saqueados  - como os outros  - pelas alianças revolucionárias , que diziam  pretender dá-los " a los pobres de la Tierra" .  Já a terceira geração de furtos aconteceria quando Paulo Becerra desviasse para si uma das dinheiramas que vinha para a República Oriental  - a que , pelos planos de D´ Artagnan  - deveria por eles ser aliviada.   Por isto , era certa  - para D ´Artagnan  , pelo menos -  a necessidade de que Paulo Becerra teria que entrar na posse do tesouro , ainda que fosse por poucos momentos .  Só assim estariam satisfeitos os requisitos auto-impostos  :   de certeza de que , pelo menos ,   dois roubos  sucessivos  dariam  a mais plena convicção de que teriam , no mínimo  , duzentos anos de perdão , tempo que branquearia  a grana  até  mesmo em relação às vidas de  seus descendentes  .  Aramis , mesmo sem entender muito dessas  exigências , também  convenceu-se  sobre  tais  necessidades filosóficas  originadas na  enorme  importância  que D´Artagnan  dava  ao fato de que o que praticariam  jamais  poderia ser classificado como  roubo  , furto , ou mesmo apropriação indébita  .   Sim , para D´Artagnan   eles ,  tão somente ,  descobriram - e poriam em prática brevemente  -   um jeito de se obter a propriedade  numa de suas formas  isentas de eiva :  quebrar  uma cadeia  de roubos  resultando em  que  a  gaita  voltasse  à mãos limpas  .   Tão  importante quanto a  própria expectativa  de uma  vida  futura abastada ,  era  ter a certeza  de que a  origem  disto era lícita .

 Teorias a parte ,   Athos  perguntou :  " E  com  qual  partida  de dinheiro que  iriamos  trabalhar ? "

O que já estava resolvido na cabeça de  D´Artagnan  foi comunicado ao sócio :  "  Com a  mesma  que Paulo Becerra  pensa  embolsar  "  .


64 - Julietinha e o oficial do vapor - Final B

Bandido decidiu fazer um projeto igual ao que fizera  na Austrália :  plantar videiras  francesas  ; agora ,  com castas de uvas já adaptadas ao hemisfério sul . Para tanto usou seus contatos feitos quando ainda trabalhava para Tião .  Junto  com a plantação de parreiras foi também fazendo as instalações para a produção de vinho de qualidade .  Dentre tantas escolhas ,  já  pensara em não usar tonéis de carvalho para o envelhecimento do vinho ; mas sim , valer-se das novas técnicas , iniciadas no hemisfério sul ,  de  jogar pedaços da madeira dentro dos  reservatórios do vinho - que seriam de aço -  promovendo a impregnação do  sabor deixado pelo carvalho , mas sem os custos de , a cada  safra ,  ter que adquirir  tonéis  de verdadeiro carvalho .  Seria uma tentativa de preservar alguma qualidade , ao mesmo tempo que diminuiria os custos .

Paulo : " A tua ideia é excelente .  "   Mas será que não poderíamos ,  antes mesmo disto tudo estar pronto;  e como estamos na fronteira , antecipar a nossa produção trazendo vinho da Argentina ,  e , por que não ?  ,  da  República Oriental ... "

Bandido : "  É que eu queria fazer  as coisas de modo direito , menino Pituca .  Eu sei que trazer vinho da Argentina por meio de contrabando  anteciparia  a entrada de dinheiro   Mas a minha intenção é formar  uma nova fonte de renda ,  não só para a tua estância ; mas  - com a experiência que adquiri na Austrália -   criar uma alternativa de ocupação da mão de obra ,  que agora depende basicamente da pecuária . E se a pecuária dá algum lucro para os estancieiros ,  sejamos francos , para a peonada ela é um desastre .  Já  a  videira é diferente  ;  com  vinho ,  com sua indústria , o ciclo todo garante emprego  para muita gente .  E se nos voltássemos para o contrabando ,  o negócio seria só  mais um tipo de ilegalidade  por estas  plagas ..."

Paulo : " Me desculpe ,  amigo velho  ;  me desculpe e segue  este projeto como tua vontade mandar .. .  Mas , mudando de assunto , eu quero dizer que resolvi mesmo não vir para Boca do Monte com a minha Valéria .

E mais ,  estou pensando seriamente em fazer um longa viagem , para muito  longe  mesmo ....  Para tanto , estou pensando em deixar para ti um mandato , uma procuração , a  mais ampla possível para que possas ,  amigo Bandido , fazer tudo o que for preciso para dar continuidade às tuas idéias ,  aos teus muito projetos ... como vens fazendo ... melhor , muito melhor do que eu próprio .   Só que  mandando  uma mesada , tão generosa quanto possível  fosse , para  eu e a  Polaca  termos  como  curtir  a vida  lá onde estivermos "   Como sempre  nestes momentos ,  Paulo explodiu numa gargalhada de sincera admiração ao amigo .


segunda-feira, 17 de junho de 2013

63 - Julietinha e o Oficial do Vapor - Final B

"  Eu fiz como tu pedistes ... segui o Pituca sem  ser notado ....  na verdade ele foi à  Rivera para conversar com o Sr. Paniágua , do Banco da República . Sentei de costas para  eles na cervejaria  . Não me notaram .   Paniágua conhece Pituca desde guri . Era ele quem gerenciava as contas do pai , e mesmo quem pagava-lhe  o que recebia das exportações de couro .   Mas agora me pareceu que o Pituca quer  mesmo é saber como funciona o recebimento de dólares  que , como disse Paniágua  , estão chegando aos  montes , com medo de que as esquerdas  ganhem  importância  e - como fizeram com os dólares do Adhemar -  passem a perseguir e assaltar  estas nova fortunas  nascidas das grandes negociatas com a construção de Brasilia . "

" Bem dizem que cachorro que come ovelha ... só matando .  Parecia que o Paulo Becerra tinha se emendado , que deixara de lado as espertezas , as sociedades criminosas que sabemos que ele sempre teve ... e agora ele aparece perguntando sobre estes descaminhos de fortunas para a República Oriental ... "


Os dois homens eram íntimos ,  e  ficara claro que ficariam  "hojo ! "   com Paulo Becerra .    Ambos pareciam  totalmente dispostos a descobrir  totalmente o que passava na cabeça do Pituca .

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