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terça-feira, 7 de julho de 2015

A mesa de roxinho.

Roxinho .

Foram  duas as toneladas  de  objetos sem serventia que, praticamente ,  jogou no lixo .

Agora chegou o Pinheiro , o mesmo amigo que lhe vendera muitas das coisas sem serventia que tivera que desprezar  para - in extremis -  não ser abandonado pela mulher :  "   as tranqueiras ou eu "  foi o veredito .  Ainda que sem muita confiança , optou por ela.

Pinheiro jogou  o sarrafo de uns trinta centímetros na mesa e disse em tom desafiador : " O senhor conhece isso  ? "

O "isso" era  um pedaço de madeira de cor absolutamente roxa , certamente pintada de anilina ;  mesmo assim era de uma tonalidade incrivelmente  bonita .

" É um pedaço de madeira colorida por anilina roxa "  respondeu .

Não era .

" A madeira não é pintada , doutor .  A cor roxa é dela mesma ...  "

E em, tom quase ameaçador ?  " É natural dela mesma , doutor ! "

A resposta foi um choque.  Como poderia existir na natureza uma madeira naturalmente com aquela cor   maravilhosa ... ?

Pinheiro , um marceneiro de mão cheia , não era homem de mentiras. Comprara dele irresistíveis ofertas , quase sempre  mesas e estantes , mas também cálices torneados ,  colheres  de pau ,  alguidares ,  coisas  que ele sempre acabava comprando pela beleza da forma dada pelo Pinheiro às madeiras . O certo é que  comprava  mesmo sem saber bem qual utilidade que depois daria à peça.

Pouco a pouco foi recordando-se  que vira , mundo afora , belas peças de roxinho , todas com aquela cor única  .  Uma delas , achava , fora  no Palácio de Buckingan , certamente .   "Sim , aquela mesinha era de roxinho ... "

Pinheiro voltou à carga :  "  Doutor ,  eu era criança quando vi  o último  pedaço de roxinho . Para mim  é madeira que já não existe mais , nem no Brasil , nem em qualquer lugar do mundo .  Pois não é que eu desmontei a carroceria de um velho caminhão  e  ela era de roxinho doutor ! ? "

"E daí ?  "

" E daí  que eu fiz uma mesa de roxinho com dois metros de comprimento , por  um e vinte de largura ...  é a única que existe agora no mundo , posso garantir .  Coisa mais linda , doutor ! "

"Onde ela está ? "   Perguntou  já ansioso , quase trêmulo.

" Tá  na minha oficina . Acabei ela  há pouco tempo . "

Não resistiu ,   ficou  com a mesa de roxinho por mil reais . Uma pechincha .







domingo, 28 de junho de 2015

Bongo , o planeta !

Prezados !

Quando percebi já estava lá . Em Bongo !  O planeta que gira em torno de Cutitampê ,  um dos sistemas cutitampares da Galáxia de Klincas .

Nunca é demais relembrar que o principal país de Bongo  tem o mesmo nome do planeta .  Bongo , o país , tem em Bonzília a sua capital federal .

Mal tinha chegado e já encontrei Funfla , o meu grande amigo .

Funfla  fez para mim a saudação com os dois dedos abertos  em V ,  o  indicador e o medio, da mão direita  .

Respondi da mesma forma : Os dedos em V  ,  acrescidos de um "Paz e Amor" ;

" -  Não é paz e amor , amigo terráqueo . É duzentinhos . "

" - Duzentinhos ?    Bailei ! "

" Sim ,  duzentinhos !   O Tio Lulú  ...   quem diria ... irmão de armas ... duzentinhos para  despesas pessoais "    Respondeu  Funfla .

"-  Tô por fora , Funfla .  por favor ,  seja claro . "

"- Por fora? Pois saiba que se o kara  pediu  cento e vinte bananas ... o Tio Lulú  mordeu duzentas  , cara ! "

"  Ninguém é de ferro , amigo terráqueo  ...  e  duzentas ..   duzentas é  uma insignificância nessa turma"

" Sei que duzentinhas  não é nada  ... Mas é poque por ele eu botava  a mão no fogo . "  Disse  Funfla já com uma lágrima furtiva a cair no rosto .

" Não fique assim ,  amigo .  O universo  é isso aí  .    "

" Mas o Lulú ?   O Lulú  não deixava grê - grê prá Gregório . "

Nos abraçamos  e  eu voltei para a Terra .

Ao fundo a despedida de sempre ... "bongonceirô ... bongonceiro ! "      para mim , já um hino daquele mundo .





terça-feira, 9 de junho de 2015

From Bongo with love .

Prezados !

Alguém já disse que é mais fácil deixar  uma brasa viva na língua do que guardar um segredo .

Concordo !

Sendo assim ,  eu confesso :  a minha breve ausência teve um motivo conhecido : Bongo !

Sim , - como dizia Nelson Gonçalves ... eu voltei .  Voltei a Bongo , um dos planetas  que gira  em torno  da estrela Cutitampê , que por sua vez  está  na Galáxia  de Klinkas  ,  a ao menos um bilhão de anos luz da Terra .

Desta vez a força estranha - a onda -  abriu  a minha janela  e me arrastou  em segundos  até  , nada mais - nada menos ,   do que à casa  de meu amigo  Funfla .

Funfla  me esperava em seu quintal sentado  a beira de uma pequena fogueira ... fazia frio em Bongo ( relembro  que  Bongo , além de denominar  o planeta ,  consiste no nome de seu país  mais importante : Bongo ) .

Estendi  a mão fechada para Funfla  que  ,  da mesma forma bateu  na minha mão .

" E aí , Cara ?  Tudo bem ? "

Funfla respondeu :  " Amigo terráqueo ... a coisa tá mais para urubu do que para colibri "

Traduzo :  "  A coisa tá  ruça "

" Mas por que ...  tudo parece tão calmo ...  ? "

" O desemprego aumentou ,   a gasolina também ,  energia elétrica nem se fala ... mas o pior de tudo é  a  não verdadosa . "

" Não verdadosa ?   Funfla  ... você  sempre com seus mistérios ...  não verdadosa ... ?

" Sabe como é  ...  não fica  bem  dizer a palavra maldita ... sendo assim ,  a midia agora diz que ela é ... não verdadosa ... "

" Ela quem . amigo Funfla ? "

" Ora ... quem poderia ser  ela ...  a irmã de armas ...  "   respondeu  .

" Mas se ela é assim ...não verdadosa ...  porque  consentem  que ela continue  ...  ? "

" O que andam dizendo é que pesando , medindo e contando ,  só ela tem aquilo roxo ... "

"Deu prá mim Funfla ... chama a onda que eu vou me pirulitar  é já ... "

E não é que tinha um engarramento sideral e eu só voltei hoje ? !




terça-feira, 28 de abril de 2015

Viagem ao infinito de Atacama.

Prezados fiéis perseguidores .

Amanhã , 29 de abril , estaremos embarcando para o Chile , o pais "vizinho" do Brasil com paisagens diferenciadas das nossas .  Os mais beneficiados com as minhas férias ?  Obviamente que  serão vocês .

Até a volta . Grande abraço a todos !

sexta-feira, 3 de abril de 2015

My book of the year ! , by José Amaral

Prezados Leitores !

Informo que recebi hoje os 500 exemplares da edição da nossa (sim foi um trabalho feito por nós todos aqui nas páginas do "Sem Chaveco"; e,  mais ainda , no Com Chaveco) obra de ficção  "O Prêmio".

Como falei acima, são somente 500 exemplares. Um best-seller de tão somente quinhentos livros devidamente numerados.

Para darmos continuidade em nossos projetos (o próximo será a Julietinha) precisamos de que este livro tenha uma resposta efetiva.

Eis a capa:

Contra capa:




Abrimos um e.mail  exclusivo  para as solicitações  de exemplares :

asagadeildefonso@gmail.com 


É claro que teremos muito prazer em dedicar os exemplares solicitados.  Mande seu nome!

O livro tem 155 páginas .   Preço : R$  39,90  +  frete.

Informaremos individualmente o preço do frete em resposta aos pedidos, eis  que o valor é variável.

Lembramos que frete de livro tem preço bastante reduzido.

Para os pedidos feitos no mês de abril - no lançamento , portanto -  será concedido um desconto de cerca de 20 %    :   R$  32,00  + frete.

Abraço a todos  do 

José Amaral 


domingo, 8 de março de 2015

Julietinha , de novo ?

Estimados Leitores .

Tenho agora a grande satisfação de anunciar que a minha historinha "O Premio "  é agora um bonito livro : livro em papel .

Já recebi as provas : portanto : habemus  livro !

No meio do caminho ( e querendo , como de fato quis , publicar algo em papel ) tive que decidir entre fazer o livro do "O Premio"  , ou  da "Julieitnha e o Oficial do Vapor" .

Com poucos recursos ( bancar um livro não é das  coisas mais baratas que alguém possa fazer na vida)  optei por "O Prêmio" , que tem menos páginas , sendo - portanto - bem mais  econômico.

Agora terei a oportunidade de  ver se é possível  manter a engrenagem de publicação de romances curtos. Primeiro um, com os resultados  deste , editar o segundo , depois o Bodão ( o  Bodedalma ).

Como sempre ... o futuro a Deus pertence.

Desculpo-me , agora ,  ante os  admiradores da Julietinha ,    cuja trama alguns anseiam que prossiga ( e vai prosseguir ) ,  Só que , como diz o provérbio chinês : " quem corre atrás de dois coelhos não pega nenhum . "

Grande abraço !

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A Grande Jaca Nosso Guia .

No meio de uma floresta de jaqueiras , nasceu uma jaca ainda maior que as outras .

" E porque ela cresce tão rapidamente ?  Por que dá frutos tão grandes ? "

" É simples . Esta   jaqueira  é a jaqueira guia .  O grande ideal é que ela produza a jaca "nosso guia" .

"Assim , ela consiste um moto contínuo : quanto mais grande fica , mais é adubada . Quanto mais adubada , mais grande a jaca "nosso guia " fica ... "

Foi assim que os guiados para a jaca "Nosso Guia "  montaram uma guarda 24 horas . Ninguém poderia algo fazer  para a   "Nosso Guia" ,  a não ser adubá-la .

E todos festejavam a Nossa Guia :  " Oh  grande jaca !   Vida eterna para a nossa Grande Jaca Noosa Guia! "

E a jaca continuo crescendo , até o despertar  do  Maioral , que pensou : "Por mais adubo que na Grande Jaca ponham ... se eu não mandar água ... acho que nada feito ! "

Mesmo assim ,  os guardas da Grande Jaca  continuaram guardando-a , de sorte que   de agora em diate  a Grande Jaca só existia em função do esterco que os que a guardavam em seu pé depositavam .

Numa noite escura , sem lua , sentiu-se um grande fedor  a infestar toda terra .  Como a noite fosse mesmo muito escura , e não se podendo saber de onde o cheiro de excremento exalava tão intensamente ,  decidiu-se que somente se toleraria  o cheiro até a manhã seguinte. E mais uma ordem foi dada : Guardem a Grande Jaca do fedor  !  E a todo custo !

Às  primeiras luzes da manhã  observou-se que o que fedia o odor pútrido originava-se mesmo na Grande Jaca . Com falta d ´água , as excrescências  jogadas no seu pé , para que ela crescesse infinitamente ,  aflorara  na própria Grande Jaca .

Logo depois a  Grande Jaca caiu  , não porque alguém  a molestasse . Mas porque não suportou mais o peso das fezes que  abundavam  dentro dela .  Foi quando a Grande Jaca caiu .  Caiu  de merdura .
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