Roxinho .
Foram duas as toneladas de objetos sem serventia que, praticamente , jogou no lixo .
Agora chegou o Pinheiro , o mesmo amigo que lhe vendera muitas das coisas sem serventia que tivera que desprezar para - in extremis - não ser abandonado pela mulher : " as tranqueiras ou eu " foi o veredito . Ainda que sem muita confiança , optou por ela.
Pinheiro jogou o sarrafo de uns trinta centímetros na mesa e disse em tom desafiador : " O senhor conhece isso ? "
O "isso" era um pedaço de madeira de cor absolutamente roxa , certamente pintada de anilina ; mesmo assim era de uma tonalidade incrivelmente bonita .
" É um pedaço de madeira colorida por anilina roxa " respondeu .
Não era .
" A madeira não é pintada , doutor . A cor roxa é dela mesma ... "
E em, tom quase ameaçador ? " É natural dela mesma , doutor ! "
A resposta foi um choque. Como poderia existir na natureza uma madeira naturalmente com aquela cor maravilhosa ... ?
Pinheiro , um marceneiro de mão cheia , não era homem de mentiras. Comprara dele irresistíveis ofertas , quase sempre mesas e estantes , mas também cálices torneados , colheres de pau , alguidares , coisas que ele sempre acabava comprando pela beleza da forma dada pelo Pinheiro às madeiras . O certo é que comprava mesmo sem saber bem qual utilidade que depois daria à peça.
Pouco a pouco foi recordando-se que vira , mundo afora , belas peças de roxinho , todas com aquela cor única . Uma delas , achava , fora no Palácio de Buckingan , certamente . "Sim , aquela mesinha era de roxinho ... "
Pinheiro voltou à carga : " Doutor , eu era criança quando vi o último pedaço de roxinho . Para mim é madeira que já não existe mais , nem no Brasil , nem em qualquer lugar do mundo . Pois não é que eu desmontei a carroceria de um velho caminhão e ela era de roxinho doutor ! ? "
"E daí ? "
" E daí que eu fiz uma mesa de roxinho com dois metros de comprimento , por um e vinte de largura ... é a única que existe agora no mundo , posso garantir . Coisa mais linda , doutor ! "
"Onde ela está ? " Perguntou já ansioso , quase trêmulo.
" Tá na minha oficina . Acabei ela há pouco tempo . "
Não resistiu , ficou com a mesa de roxinho por mil reais . Uma pechincha .
terça-feira, 7 de julho de 2015
domingo, 28 de junho de 2015
Bongo , o planeta !
Prezados !
Quando percebi já estava lá . Em Bongo ! O planeta que gira em torno de Cutitampê , um dos sistemas cutitampares da Galáxia de Klincas .
Nunca é demais relembrar que o principal país de Bongo tem o mesmo nome do planeta . Bongo , o país , tem em Bonzília a sua capital federal .
Mal tinha chegado e já encontrei Funfla , o meu grande amigo .
Funfla fez para mim a saudação com os dois dedos abertos em V , o indicador e o medio, da mão direita .
Respondi da mesma forma : Os dedos em V , acrescidos de um "Paz e Amor" ;
" - Não é paz e amor , amigo terráqueo . É duzentinhos . "
" - Duzentinhos ? Bailei ! "
" Sim , duzentinhos ! O Tio Lulú ... quem diria ... irmão de armas ... duzentinhos para despesas pessoais " Respondeu Funfla .
"- Tô por fora , Funfla . por favor , seja claro . "
"- Por fora? Pois saiba que se o kara pediu cento e vinte bananas ... o Tio Lulú mordeu duzentas , cara ! "
" Ninguém é de ferro , amigo terráqueo ... e duzentas .. duzentas é uma insignificância nessa turma"
" Sei que duzentinhas não é nada ... Mas é poque por ele eu botava a mão no fogo . " Disse Funfla já com uma lágrima furtiva a cair no rosto .
" Não fique assim , amigo . O universo é isso aí . "
" Mas o Lulú ? O Lulú não deixava grê - grê prá Gregório . "
Nos abraçamos e eu voltei para a Terra .
Ao fundo a despedida de sempre ... "bongonceirô ... bongonceiro ! " para mim , já um hino daquele mundo .
Quando percebi já estava lá . Em Bongo ! O planeta que gira em torno de Cutitampê , um dos sistemas cutitampares da Galáxia de Klincas .
Nunca é demais relembrar que o principal país de Bongo tem o mesmo nome do planeta . Bongo , o país , tem em Bonzília a sua capital federal .
Mal tinha chegado e já encontrei Funfla , o meu grande amigo .
Funfla fez para mim a saudação com os dois dedos abertos em V , o indicador e o medio, da mão direita .
Respondi da mesma forma : Os dedos em V , acrescidos de um "Paz e Amor" ;
" - Não é paz e amor , amigo terráqueo . É duzentinhos . "
" - Duzentinhos ? Bailei ! "
" Sim , duzentinhos ! O Tio Lulú ... quem diria ... irmão de armas ... duzentinhos para despesas pessoais " Respondeu Funfla .
"- Tô por fora , Funfla . por favor , seja claro . "
"- Por fora? Pois saiba que se o kara pediu cento e vinte bananas ... o Tio Lulú mordeu duzentas , cara ! "
" Ninguém é de ferro , amigo terráqueo ... e duzentas .. duzentas é uma insignificância nessa turma"
" Sei que duzentinhas não é nada ... Mas é poque por ele eu botava a mão no fogo . " Disse Funfla já com uma lágrima furtiva a cair no rosto .
" Não fique assim , amigo . O universo é isso aí . "
" Mas o Lulú ? O Lulú não deixava grê - grê prá Gregório . "
Nos abraçamos e eu voltei para a Terra .
Ao fundo a despedida de sempre ... "bongonceirô ... bongonceiro ! " para mim , já um hino daquele mundo .
terça-feira, 9 de junho de 2015
From Bongo with love .
Prezados !
Alguém já disse que é mais fácil deixar uma brasa viva na língua do que guardar um segredo .
Concordo !
Sendo assim , eu confesso : a minha breve ausência teve um motivo conhecido : Bongo !
Sim , - como dizia Nelson Gonçalves ... eu voltei . Voltei a Bongo , um dos planetas que gira em torno da estrela Cutitampê , que por sua vez está na Galáxia de Klinkas , a ao menos um bilhão de anos luz da Terra .
Desta vez a força estranha - a onda - abriu a minha janela e me arrastou em segundos até , nada mais - nada menos , do que à casa de meu amigo Funfla .
Funfla me esperava em seu quintal sentado a beira de uma pequena fogueira ... fazia frio em Bongo ( relembro que Bongo , além de denominar o planeta , consiste no nome de seu país mais importante : Bongo ) .
Estendi a mão fechada para Funfla que , da mesma forma bateu na minha mão .
" E aí , Cara ? Tudo bem ? "
Funfla respondeu : " Amigo terráqueo ... a coisa tá mais para urubu do que para colibri "
Traduzo : " A coisa tá ruça "
" Mas por que ... tudo parece tão calmo ... ? "
" O desemprego aumentou , a gasolina também , energia elétrica nem se fala ... mas o pior de tudo é a não verdadosa . "
" Não verdadosa ? Funfla ... você sempre com seus mistérios ... não verdadosa ... ?
" Sabe como é ... não fica bem dizer a palavra maldita ... sendo assim , a midia agora diz que ela é ... não verdadosa ... "
" Ela quem . amigo Funfla ? "
" Ora ... quem poderia ser ela ... a irmã de armas ... " respondeu .
" Mas se ela é assim ...não verdadosa ... porque consentem que ela continue ... ? "
" O que andam dizendo é que pesando , medindo e contando , só ela tem aquilo roxo ... "
"Deu prá mim Funfla ... chama a onda que eu vou me pirulitar é já ... "
E não é que tinha um engarramento sideral e eu só voltei hoje ? !
Alguém já disse que é mais fácil deixar uma brasa viva na língua do que guardar um segredo .
Concordo !
Sendo assim , eu confesso : a minha breve ausência teve um motivo conhecido : Bongo !
Sim , - como dizia Nelson Gonçalves ... eu voltei . Voltei a Bongo , um dos planetas que gira em torno da estrela Cutitampê , que por sua vez está na Galáxia de Klinkas , a ao menos um bilhão de anos luz da Terra .
Desta vez a força estranha - a onda - abriu a minha janela e me arrastou em segundos até , nada mais - nada menos , do que à casa de meu amigo Funfla .
Funfla me esperava em seu quintal sentado a beira de uma pequena fogueira ... fazia frio em Bongo ( relembro que Bongo , além de denominar o planeta , consiste no nome de seu país mais importante : Bongo ) .
Estendi a mão fechada para Funfla que , da mesma forma bateu na minha mão .
" E aí , Cara ? Tudo bem ? "
Funfla respondeu : " Amigo terráqueo ... a coisa tá mais para urubu do que para colibri "
Traduzo : " A coisa tá ruça "
" Mas por que ... tudo parece tão calmo ... ? "
" O desemprego aumentou , a gasolina também , energia elétrica nem se fala ... mas o pior de tudo é a não verdadosa . "
" Não verdadosa ? Funfla ... você sempre com seus mistérios ... não verdadosa ... ?
" Sabe como é ... não fica bem dizer a palavra maldita ... sendo assim , a midia agora diz que ela é ... não verdadosa ... "
" Ela quem . amigo Funfla ? "
" Ora ... quem poderia ser ela ... a irmã de armas ... " respondeu .
" Mas se ela é assim ...não verdadosa ... porque consentem que ela continue ... ? "
" O que andam dizendo é que pesando , medindo e contando , só ela tem aquilo roxo ... "
"Deu prá mim Funfla ... chama a onda que eu vou me pirulitar é já ... "
E não é que tinha um engarramento sideral e eu só voltei hoje ? !
terça-feira, 28 de abril de 2015
Viagem ao infinito de Atacama.
Prezados fiéis perseguidores .
Amanhã , 29 de abril , estaremos embarcando para o Chile , o pais "vizinho" do Brasil com paisagens diferenciadas das nossas . Os mais beneficiados com as minhas férias ? Obviamente que serão vocês .
Até a volta . Grande abraço a todos !
Amanhã , 29 de abril , estaremos embarcando para o Chile , o pais "vizinho" do Brasil com paisagens diferenciadas das nossas . Os mais beneficiados com as minhas férias ? Obviamente que serão vocês .
Até a volta . Grande abraço a todos !
sexta-feira, 3 de abril de 2015
My book of the year ! , by José Amaral
Prezados Leitores !
Informo que recebi hoje os 500 exemplares da edição da nossa (sim foi um trabalho feito por nós todos aqui nas páginas do "Sem Chaveco"; e, mais ainda , no Com Chaveco) obra de ficção "O Prêmio".
Como falei acima, são somente 500 exemplares. Um best-seller de tão somente quinhentos livros devidamente numerados.
Para darmos continuidade em nossos projetos (o próximo será a Julietinha) precisamos de que este livro tenha uma resposta efetiva.
Eis a capa:
Informo que recebi hoje os 500 exemplares da edição da nossa (sim foi um trabalho feito por nós todos aqui nas páginas do "Sem Chaveco"; e, mais ainda , no Com Chaveco) obra de ficção "O Prêmio".
Como falei acima, são somente 500 exemplares. Um best-seller de tão somente quinhentos livros devidamente numerados.
Para darmos continuidade em nossos projetos (o próximo será a Julietinha) precisamos de que este livro tenha uma resposta efetiva.
Eis a capa:
Contra capa:
Abrimos um e.mail exclusivo para as solicitações de exemplares :
asagadeildefonso@gmail.com
É claro que teremos muito prazer em dedicar os exemplares solicitados. Mande seu nome!
O livro tem 155 páginas . Preço : R$ 39,90 + frete.
Informaremos individualmente o preço do frete em resposta aos pedidos, eis que o valor é variável.
Lembramos que frete de livro tem preço bastante reduzido.
Para os pedidos feitos no mês de abril - no lançamento , portanto - será concedido um desconto de cerca de 20 % : R$ 32,00 + frete.
Abraço a todos do
José Amaral
domingo, 8 de março de 2015
Julietinha , de novo ?
Estimados Leitores .
Tenho agora a grande satisfação de anunciar que a minha historinha "O Premio " é agora um bonito livro : livro em papel .
Já recebi as provas : portanto : habemus livro !
No meio do caminho ( e querendo , como de fato quis , publicar algo em papel ) tive que decidir entre fazer o livro do "O Premio" , ou da "Julieitnha e o Oficial do Vapor" .
Com poucos recursos ( bancar um livro não é das coisas mais baratas que alguém possa fazer na vida) optei por "O Prêmio" , que tem menos páginas , sendo - portanto - bem mais econômico.
Agora terei a oportunidade de ver se é possível manter a engrenagem de publicação de romances curtos. Primeiro um, com os resultados deste , editar o segundo , depois o Bodão ( o Bodedalma ).
Como sempre ... o futuro a Deus pertence.
Desculpo-me , agora , ante os admiradores da Julietinha , cuja trama alguns anseiam que prossiga ( e vai prosseguir ) , Só que , como diz o provérbio chinês : " quem corre atrás de dois coelhos não pega nenhum . "
Grande abraço !
Tenho agora a grande satisfação de anunciar que a minha historinha "O Premio " é agora um bonito livro : livro em papel .
Já recebi as provas : portanto : habemus livro !
No meio do caminho ( e querendo , como de fato quis , publicar algo em papel ) tive que decidir entre fazer o livro do "O Premio" , ou da "Julieitnha e o Oficial do Vapor" .
Com poucos recursos ( bancar um livro não é das coisas mais baratas que alguém possa fazer na vida) optei por "O Prêmio" , que tem menos páginas , sendo - portanto - bem mais econômico.
Agora terei a oportunidade de ver se é possível manter a engrenagem de publicação de romances curtos. Primeiro um, com os resultados deste , editar o segundo , depois o Bodão ( o Bodedalma ).
Como sempre ... o futuro a Deus pertence.
Desculpo-me , agora , ante os admiradores da Julietinha , cuja trama alguns anseiam que prossiga ( e vai prosseguir ) , Só que , como diz o provérbio chinês : " quem corre atrás de dois coelhos não pega nenhum . "
Grande abraço !
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
A Grande Jaca Nosso Guia .
No meio de uma floresta de jaqueiras , nasceu uma jaca ainda maior que as outras .
" E porque ela cresce tão rapidamente ? Por que dá frutos tão grandes ? "
" É simples . Esta jaqueira é a jaqueira guia . O grande ideal é que ela produza a jaca "nosso guia" .
"Assim , ela consiste um moto contínuo : quanto mais grande fica , mais é adubada . Quanto mais adubada , mais grande a jaca "nosso guia " fica ... "
Foi assim que os guiados para a jaca "Nosso Guia " montaram uma guarda 24 horas . Ninguém poderia algo fazer para a "Nosso Guia" , a não ser adubá-la .
E todos festejavam a Nossa Guia : " Oh grande jaca ! Vida eterna para a nossa Grande Jaca Noosa Guia! "
E a jaca continuo crescendo , até o despertar do Maioral , que pensou : "Por mais adubo que na Grande Jaca ponham ... se eu não mandar água ... acho que nada feito ! "
Mesmo assim , os guardas da Grande Jaca continuaram guardando-a , de sorte que de agora em diate a Grande Jaca só existia em função do esterco que os que a guardavam em seu pé depositavam .
Numa noite escura , sem lua , sentiu-se um grande fedor a infestar toda terra . Como a noite fosse mesmo muito escura , e não se podendo saber de onde o cheiro de excremento exalava tão intensamente , decidiu-se que somente se toleraria o cheiro até a manhã seguinte. E mais uma ordem foi dada : Guardem a Grande Jaca do fedor ! E a todo custo !
Às primeiras luzes da manhã observou-se que o que fedia o odor pútrido originava-se mesmo na Grande Jaca . Com falta d ´água , as excrescências jogadas no seu pé , para que ela crescesse infinitamente , aflorara na própria Grande Jaca .
Logo depois a Grande Jaca caiu , não porque alguém a molestasse . Mas porque não suportou mais o peso das fezes que abundavam dentro dela . Foi quando a Grande Jaca caiu . Caiu de merdura .
" E porque ela cresce tão rapidamente ? Por que dá frutos tão grandes ? "
" É simples . Esta jaqueira é a jaqueira guia . O grande ideal é que ela produza a jaca "nosso guia" .
"Assim , ela consiste um moto contínuo : quanto mais grande fica , mais é adubada . Quanto mais adubada , mais grande a jaca "nosso guia " fica ... "
Foi assim que os guiados para a jaca "Nosso Guia " montaram uma guarda 24 horas . Ninguém poderia algo fazer para a "Nosso Guia" , a não ser adubá-la .
E todos festejavam a Nossa Guia : " Oh grande jaca ! Vida eterna para a nossa Grande Jaca Noosa Guia! "
E a jaca continuo crescendo , até o despertar do Maioral , que pensou : "Por mais adubo que na Grande Jaca ponham ... se eu não mandar água ... acho que nada feito ! "
Mesmo assim , os guardas da Grande Jaca continuaram guardando-a , de sorte que de agora em diate a Grande Jaca só existia em função do esterco que os que a guardavam em seu pé depositavam .
Numa noite escura , sem lua , sentiu-se um grande fedor a infestar toda terra . Como a noite fosse mesmo muito escura , e não se podendo saber de onde o cheiro de excremento exalava tão intensamente , decidiu-se que somente se toleraria o cheiro até a manhã seguinte. E mais uma ordem foi dada : Guardem a Grande Jaca do fedor ! E a todo custo !
Às primeiras luzes da manhã observou-se que o que fedia o odor pútrido originava-se mesmo na Grande Jaca . Com falta d ´água , as excrescências jogadas no seu pé , para que ela crescesse infinitamente , aflorara na própria Grande Jaca .
Logo depois a Grande Jaca caiu , não porque alguém a molestasse . Mas porque não suportou mais o peso das fezes que abundavam dentro dela . Foi quando a Grande Jaca caiu . Caiu de merdura .
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capítulo 12
capítulo 13
capítulo 14
capítulo 15
capítulo 16
capítulo 17
capítulo 18 A
capítulo 18 B
capítulo 19
capítulo 2
capítulo 20
capítulo 21
capítulo 22
capítulo 23
capítulo 24
capítulo 3
capítulo 4
capítulo 47
capítulo 48
capítulo 49
capítulo 5
capítulo 50
capítulo 51
capítulo 52
capítulo 53
capítulo 54
capítulo 55
capítulo 55 R2
capítulo 56
capítulo 57
capítulo 58
capítulo 59
capítulo 6
capítulo 60
capítulo 62
capítulo 63
capítulo 64
capítulo 65
capítulo 66
capítulo 67
capítulo 68
capítulo 69
capítulo 70
capítulo 71
capítulo 72
capítulo 73
capítulo 74
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capítulo 77
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capítulo 95
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