Com a toalha a mulher fez uma trunfa na cabeça , à la Carmem Miranda , mas seu corpo estava em completa nudez . E ele sempre tivera uma grande vontade por mulheres nuas , saindo do banho com trunfas na cabeça .
Pegou-a nos braços e deitou-a no lugar mais próximo , o sofá da sala
.......
"Nem na nossa noite de núpcias você me pegou no colo ... "
" Eu sei , eu sei , então hoje paguei a dívida ... "
" É , antes tarde do que nunca ... e a sua reunião , como é que cai ficar ... "
" Agora nada importa , o que vale é que estamos aqui , revivendo ... renascendo ... "
" Eu sempre acreditei que poderíamos reconstruir um passado que nós dois queríamos que voltasse ... "
" Sim , faremos aquelas viagens sempre adiadas , vamos à Chapada Diamantina , com seus lagos azuis que só conhecemos por fotos , vamos ao sul do Chile , à Cuba - sim temos que ir antes que Fidel embarque , depois tudo vai mudar , e Lisboa , eu tenho muitas saudades de Lisboa apesar de nunca ter ido por lá ... "
" Foi preciso um desencontro ... este drama do cadeado de bolinha azul - o velho - para que você me descobrisse , não foi ... "
" E por falar nisto ... eu acho que esqueci de novo a senha do cadeado de bolinha azul velho ... "
Fim
sexta-feira, 18 de abril de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
O cadeado de bolinha azul - 4
Ao ver a mulher quase molhada esqueceu por pouco tempo o cadeado de bolinha azul . Sequer olhou para a tomada . Foi dizendo meio sem jeito ... " não sei o que tenho hoje , lembro de uma coisa e esqueço da próxima . "
" Pois é ... depois que você trouxe os cadeados de bolinha dos Estados Unidos não liga para mais nada ... "
" Não é bem assim ... sabe como é ... a crise paira no ar ... entra pelos pulmões ... infiltra-se no sangue ... "
Mesmo sem fixar o olhar percebeu a região pubiana da mulher e ficou meio indeciso ... tinha a reunião , o contrato ... mas o cheiro de sabonete misturavam-se com outros novos odores ... tudo foi se esmaecendo em seu cérebro , perdendo importância rapidamente ...
segue
" Pois é ... depois que você trouxe os cadeados de bolinha dos Estados Unidos não liga para mais nada ... "
" Não é bem assim ... sabe como é ... a crise paira no ar ... entra pelos pulmões ... infiltra-se no sangue ... "
Mesmo sem fixar o olhar percebeu a região pubiana da mulher e ficou meio indeciso ... tinha a reunião , o contrato ... mas o cheiro de sabonete misturavam-se com outros novos odores ... tudo foi se esmaecendo em seu cérebro , perdendo importância rapidamente ...
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sábado, 12 de abril de 2014
O premio - 4
Desceu em Arlanda. Cansado, foi direto para o Hotel Central, na Vasagatan. Esse é o nome da rua do hotel; que lhe pareceu nome de remédio: Vasagatan 500 mg ... nada mal para denominar um remédio para as cardiovascularidades. "E chega de pensamentos preconceituosos com o idioma sueco ! " " Sim ! dizem que existe uma percepção físico-sensorial que capta tudo que sai de um coração - ou mesmo, de um cérebro - que não esteja totalmente voltado para fazer o bem - inclusive no que seja relativo às especificidades dos fonemas suecos. Qualquer tipo de maldade, de ironia, porventura introduzida no cérebro, no pensamento de alguém ... poderia ser captada extrassensorialmente pelas pessoas que teria que procurar em nome do Brasil. E, sendo assim, qualquer pensamento negativo, por menor que fosse, poderia levar ao fracasso o projeto que visava, como um dos objetivos a cumprir, trazer um Prêmio Nobel. Pelo menos um. Não ! ! o idioma Sueco é lindo, e muitos dos seus fonemas são até mais belos do que as sonoridades inglesas, francesas, ou espanholas ! "
Soube que Vasagatan era um logradouro em honra a Gustav Vasa - um dos reis da Suécia. "posso até estar errado; mas se Vasa é o nome do rei homenageado, gatan bem deve significar avenida, ou rua ... sei lá ... ; Vasagatan .... 500 miligramas ... Não ! Isso não !! "
Logo que chegasse de verdade, pediria à Silvia que marcasse uma reunião com uma pessoa tão decisiva no processo anual de escolha dos Premios Nobel, quanto lhe fosse possível fazê-lo.
Os motivos da reivindicação teriam que estar na ponta da língua: não era mais compreensível, além de ser injusto, que o Brasil não tivesse um cidadão seu premiado com a maior de todas as honrarias: O Nobel !
Certamente Silvia responderia, ainda que com palavras polidas: " E eu, Silvia, o que tenho a ver com que o Brasil nunca tenha tido um Nobel ... ? "
Como disse Gabeira, sempre temos que ter uma história ( "o mais verossímil possível ", Ildefonso concluiu por si mesmo ) devidamente pré-estudada, para responder a uma pergunta que nos parece desde já inexorável .
Sem saber por que, lembrou-se que Gabeira já dirigira composições de metrô em Estocolmo " ... a vida é pequena ... e o mundo dá voltas ... daqui há pouco poderia estar num vagão que foi guiado pelo próprio Gabeira, em carne e osso."
E ensaiou: "Veja, Silvia - permita-me tratá-la assim - já que era como eu a chamava na nossa puberdade - acho que não me fiz entender bem ... não é que eu queira de imediato arrancar um Premio Nobel para o Brasil ... "
Mas Idelfonso discordou de seu próprio ensaio: "Na nossa puberdade, não ! que puberdade não é um termo para um reencontro depois de quase cinquenta anos de distanciamento. Ficaria melhor "infância". Não, infância também não. No ouvido soava como o revés de puberdade ... melhor adolescência . "
" ... permita-me tratá-la assim, pois era como nos chamávamos na nossa adolescência ..." repetiu para si. Ficaria mesmo com adolescência, porque não doía no ouvido.
E continuou ensaiando :
".... quanto ao Prêmio Nobel, o que preciso saber agora, é o por quê da Academia nunca ter agraciado o nosso país - ... perdoe-me ... ao meu país - com essa honorabilidade ... "
"Não, honorabilidade também doía no ouvido ; o melhor seria honraria: "Mas, quanto ao Premio Nobel, o que eu preciso saber agora, é o porque da Academia nunca ter agraciado o meu País com a honraria." "Ficou melhor assim ..."
Bom, mas agora teria que liberar os neurônios ... precisava descansar. As demais respostas seriam ensaiadas no segundo dia de Estocolmo ... por força do hábito premiu o botão do controle da TV ... só dava para perceber que o programa era um telejornal sueco ... pouco a pouco foi adormecendo ...
Soube que Vasagatan era um logradouro em honra a Gustav Vasa - um dos reis da Suécia. "posso até estar errado; mas se Vasa é o nome do rei homenageado, gatan bem deve significar avenida, ou rua ... sei lá ... ; Vasagatan .... 500 miligramas ... Não ! Isso não !! "
Logo que chegasse de verdade, pediria à Silvia que marcasse uma reunião com uma pessoa tão decisiva no processo anual de escolha dos Premios Nobel, quanto lhe fosse possível fazê-lo.
Os motivos da reivindicação teriam que estar na ponta da língua: não era mais compreensível, além de ser injusto, que o Brasil não tivesse um cidadão seu premiado com a maior de todas as honrarias: O Nobel !
Certamente Silvia responderia, ainda que com palavras polidas: " E eu, Silvia, o que tenho a ver com que o Brasil nunca tenha tido um Nobel ... ? "
Como disse Gabeira, sempre temos que ter uma história ( "o mais verossímil possível ", Ildefonso concluiu por si mesmo ) devidamente pré-estudada, para responder a uma pergunta que nos parece desde já inexorável .
Sem saber por que, lembrou-se que Gabeira já dirigira composições de metrô em Estocolmo " ... a vida é pequena ... e o mundo dá voltas ... daqui há pouco poderia estar num vagão que foi guiado pelo próprio Gabeira, em carne e osso."
E ensaiou: "Veja, Silvia - permita-me tratá-la assim - já que era como eu a chamava na nossa puberdade - acho que não me fiz entender bem ... não é que eu queira de imediato arrancar um Premio Nobel para o Brasil ... "
Mas Idelfonso discordou de seu próprio ensaio: "Na nossa puberdade, não ! que puberdade não é um termo para um reencontro depois de quase cinquenta anos de distanciamento. Ficaria melhor "infância". Não, infância também não. No ouvido soava como o revés de puberdade ... melhor adolescência . "
" ... permita-me tratá-la assim, pois era como nos chamávamos na nossa adolescência ..." repetiu para si. Ficaria mesmo com adolescência, porque não doía no ouvido.
E continuou ensaiando :
".... quanto ao Prêmio Nobel, o que preciso saber agora, é o por quê da Academia nunca ter agraciado o nosso país - ... perdoe-me ... ao meu país - com essa honorabilidade ... "
"Não, honorabilidade também doía no ouvido ; o melhor seria honraria: "Mas, quanto ao Premio Nobel, o que eu preciso saber agora, é o porque da Academia nunca ter agraciado o meu País com a honraria." "Ficou melhor assim ..."
Bom, mas agora teria que liberar os neurônios ... precisava descansar. As demais respostas seriam ensaiadas no segundo dia de Estocolmo ... por força do hábito premiu o botão do controle da TV ... só dava para perceber que o programa era um telejornal sueco ... pouco a pouco foi adormecendo ...
quinta-feira, 10 de abril de 2014
O premio. - 1
Algo es
algo, peor es nada. Sem que soubesse porque pensava agora nesse ditado espanhol, Ildefonso festejava a compra das passagens para Estocolmo: era o primeiro passo na missão de trazer para o Brasil um Premio Nobel.
É que o Brasil, com um Nobel, empataria com a Argentina.
É possível que as comparações entre os dois países, que desde criança ouvia dos mais velhos, tenham influenciado na sua encanação de comparar os feitos de cada um deles. Adulto, maduro, os amigos diziam que era "opiniático". "Só os velhos são opiniáticos". E ele não se considerava um velho. Apesar disso, ele admitia pelo menos uma encanação: A irresignação com a falta de um Prêmio Nobel para o Brasil; ainda que isto levasse a novas comparações com a Argentina.
" ... não temos Premio Nobel, mas vencemos a Copa do Mundo de Futebol por cinco vezes ... ", conformava-se. "Mas a Argentina ... a Argentina já ganhara duas Copas do Mundo. Uma com gol de mão, do Maradona contra a Inglaterra; bom ... mas isto poderia ser vingança contra as Falklands, as Malvinas. Não interessa, uma das copas foi com gol de mão. "
"E a outra Copa de Futebol que a Argentina ganhou foi comprada do Peru. Paga com um navio de trigo; entregue no porto de Callao. Aproveitaram-se de que o Peru estava em crise, ofereceram um navio de trigo ... ganharam de seis a zero. A vitória saiu barato, baratíssimo aos argentinos ... um navio de trigo ! " Não se cansava de repetir.
" Mas, eles têm Nobel. Cinco. De Nobel a Argentina tinha cinco. ... Sendo dois da Paz. "
O balanço poderia estar mais favorável para o Brasil: nós com seis Copas e eles com um Papa e cinco Nobel .
" Sim, este é o escore moral ! "
"Mas se eu conseguir um Nobel o placar, pelo menos o escore moral, estará empatado ! Sete a sete."
Para conseguir um Nobel ele esperava contar com a ajuda de Silvia, que morava em Estocolmo. Tinha certeza que ela se lembraria dele ... tudo bem que era quase uma criança ... mas Julieta, quando se apaixonou por Romeu, tinha 13 anos ... e, se seus cálculos estivessem certos ... naquela época Silvia tinha 14 ... a idade das paixões inesquecíveis.
Quando apresentou-se por carta a Silvia, não houve oportunidade de Ildefonso dizer-lhe que redigira uma defesa do Brasil, como país; sobre a resistência da Academia de Ciências da Suécia em conferir um Premio Nobel para algum brasileiro.
Foi assim que, gastando os poucos recursos que tinha, decidiu enfrentar a Suécia. E também a Noruega, que era quem escolhia e entregava o Nobel da Paz.
É que o Brasil, com um Nobel, empataria com a Argentina.
É possível que as comparações entre os dois países, que desde criança ouvia dos mais velhos, tenham influenciado na sua encanação de comparar os feitos de cada um deles. Adulto, maduro, os amigos diziam que era "opiniático". "Só os velhos são opiniáticos". E ele não se considerava um velho. Apesar disso, ele admitia pelo menos uma encanação: A irresignação com a falta de um Prêmio Nobel para o Brasil; ainda que isto levasse a novas comparações com a Argentina.
" ... não temos Premio Nobel, mas vencemos a Copa do Mundo de Futebol por cinco vezes ... ", conformava-se. "Mas a Argentina ... a Argentina já ganhara duas Copas do Mundo. Uma com gol de mão, do Maradona contra a Inglaterra; bom ... mas isto poderia ser vingança contra as Falklands, as Malvinas. Não interessa, uma das copas foi com gol de mão. "
"E a outra Copa de Futebol que a Argentina ganhou foi comprada do Peru. Paga com um navio de trigo; entregue no porto de Callao. Aproveitaram-se de que o Peru estava em crise, ofereceram um navio de trigo ... ganharam de seis a zero. A vitória saiu barato, baratíssimo aos argentinos ... um navio de trigo ! " Não se cansava de repetir.
" Mas, eles têm Nobel. Cinco. De Nobel a Argentina tinha cinco. ... Sendo dois da Paz. "
O balanço poderia estar mais favorável para o Brasil: nós com seis Copas e eles com um Papa e cinco Nobel .
" Sim, este é o escore moral ! "
"Mas se eu conseguir um Nobel o placar, pelo menos o escore moral, estará empatado ! Sete a sete."
Para conseguir um Nobel ele esperava contar com a ajuda de Silvia, que morava em Estocolmo. Tinha certeza que ela se lembraria dele ... tudo bem que era quase uma criança ... mas Julieta, quando se apaixonou por Romeu, tinha 13 anos ... e, se seus cálculos estivessem certos ... naquela época Silvia tinha 14 ... a idade das paixões inesquecíveis.
Quando apresentou-se por carta a Silvia, não houve oportunidade de Ildefonso dizer-lhe que redigira uma defesa do Brasil, como país; sobre a resistência da Academia de Ciências da Suécia em conferir um Premio Nobel para algum brasileiro.
Foi assim que, gastando os poucos recursos que tinha, decidiu enfrentar a Suécia. E também a Noruega, que era quem escolhia e entregava o Nobel da Paz.
O premio - 2
"O Chile tem dois Nobel, ambos em Literatura: Gabriela Mistral e Pablo Neruda. O Peru tem um, Mario Vargas Llosa. Mas o Brasil, nenhum ! A Colômbia ... Gabriel Garcia Marques ... ; o Brasil ... no Brasil nem Carlos Chagas, nem Jorge Amado emplacaram. Até a pequena República Dominicana tem um premio Nobel; e da Paz ! Mas o Brasil ... nenhum ... nada ! " Pensava Ildefonso.
" Já não tenho dúvidas de que de há muito tempo alguém estava agindo contra as justas pretensões do seu país a um Nobel ... impedindo que sua inteligência fosse reconhecida mundialmente! "
Ainda bem que chegaram os smart translators . Eles vieram diretamente da China; sendo que Ildefonso - pela necessidade que certamente teria na Suécia - foi o primeiro escolhido pelo fabricante para os testes que antecipariam o lançamento mundial dos aparelhos. Ildefonso, ao pensar na importância e responsabilidade que essas maquinetas teriam em sua viagem, preferiu mudar de assunto mentalmente. Tudo porque sabia que alguns círculos oficiais exigem que a comunicação seja feita no vernáculo - obviamente - no idioma nacional. E poderia acontecer um enfrentamento de ideias, podendo a Academia Sueca condicionar o debate ao uso do idioma local. Assim, nos smart translators estava toda a esperança de entender, e ser entendido, no idioma sueco.
Por que não falar em Inglês ; que é a língua universal ?
"O problema, também ..." raciocinava o viajante brasileiro " pode estar em que não chega a ser raro que cidadãos de países europeus, ou mesmo suas ex-colônias, usem a dificuldade do idioma como um meio de evitar os sul americanos - todos eles originados dos primos pobres ibéricos; ou quase. Os franceses são um bom exemplo . Não raro eles se fecham em sua língua , mesmo falando o idioma do seu interlocutor " .
Estava jogando todas as suas fichas naquela causa ; sabendo que , pelo menos no início de sua jornada , ele não poderia falhar ; isto porque o começo de toda jornada é sempre o momento mais perigoso de uma pessoa ser , ou não , repelida num país estrangeiro . Foi por isto que Ildefonso buscou socorro na informática .
" Já não tenho dúvidas de que de há muito tempo alguém estava agindo contra as justas pretensões do seu país a um Nobel ... impedindo que sua inteligência fosse reconhecida mundialmente! "
Ainda bem que chegaram os smart translators . Eles vieram diretamente da China; sendo que Ildefonso - pela necessidade que certamente teria na Suécia - foi o primeiro escolhido pelo fabricante para os testes que antecipariam o lançamento mundial dos aparelhos. Ildefonso, ao pensar na importância e responsabilidade que essas maquinetas teriam em sua viagem, preferiu mudar de assunto mentalmente. Tudo porque sabia que alguns círculos oficiais exigem que a comunicação seja feita no vernáculo - obviamente - no idioma nacional. E poderia acontecer um enfrentamento de ideias, podendo a Academia Sueca condicionar o debate ao uso do idioma local. Assim, nos smart translators estava toda a esperança de entender, e ser entendido, no idioma sueco.
Por que não falar em Inglês ; que é a língua universal ?
"O problema, também ..." raciocinava o viajante brasileiro " pode estar em que não chega a ser raro que cidadãos de países europeus, ou mesmo suas ex-colônias, usem a dificuldade do idioma como um meio de evitar os sul americanos - todos eles originados dos primos pobres ibéricos; ou quase. Os franceses são um bom exemplo . Não raro eles se fecham em sua língua , mesmo falando o idioma do seu interlocutor " .
Estava jogando todas as suas fichas naquela causa ; sabendo que , pelo menos no início de sua jornada , ele não poderia falhar ; isto porque o começo de toda jornada é sempre o momento mais perigoso de uma pessoa ser , ou não , repelida num país estrangeiro . Foi por isto que Ildefonso buscou socorro na informática .
O prêmio . 3
Ao conferir mais uma vez os smart translators veio-lhe à cabeça que a sua mão não tremera quando teve que pôr a senha na maquineta dos cartões , finalizando assim, a compra das passagens para Estocolmo. 3078 euros foi o quanto custaram; pela ida e volta. Mesmo sabendo que os gastos com esta viagem seriam a pá de cal no seu sofrido orçamento, mesmo assim a decisão era levar adiante o sonho do Nobel; que, em importância, estava muito acima da própria saúde financeira."
"Quem sabe se , de alguma forma, eu poderei conseguir a retratação da Academia Sueca de Ciências ?"
Sim, se ele fizesse tudo certinho talvez só restasse aos escandinavos reparar a velha injustiça .
Veio à cabeça que - há meses - solicitara uma reunião com Silvia que, talvez, não se recordava mais de quem ele era. Mesmo que fosse assim, o certo é que ela aceitou recebê-lo em Estocolmo. Pensou mais um pouco e concluiu ... "Não, Silvia não poderia ter-se esquecido de mim, sem mais nem menos " .
A liberalidade no tratamento vinha dos tempos de adolescência em que ambos passeavam na Praça Buenos Aires . " bom ... é melhor mudar o tema do que estou pensando ... "
Passou a antecipar na mente "a viagem, em si mesma "que era como denominava os planos da viagem, isolados de outros problemas: "Seria algo em torno de umas 16 horas de voo ... " .
Sendo que, sempre que podia antecipava na cabeça, os pormenores do que achava que viveria em breve.
Mas, o que já conseguira até ali - os smart translators e as passagens para Estocolmo - já era algo .
"Quem sabe se , de alguma forma, eu poderei conseguir a retratação da Academia Sueca de Ciências ?"
Sim, se ele fizesse tudo certinho talvez só restasse aos escandinavos reparar a velha injustiça .
Veio à cabeça que - há meses - solicitara uma reunião com Silvia que, talvez, não se recordava mais de quem ele era. Mesmo que fosse assim, o certo é que ela aceitou recebê-lo em Estocolmo. Pensou mais um pouco e concluiu ... "Não, Silvia não poderia ter-se esquecido de mim, sem mais nem menos " .
A liberalidade no tratamento vinha dos tempos de adolescência em que ambos passeavam na Praça Buenos Aires . " bom ... é melhor mudar o tema do que estou pensando ... "
Passou a antecipar na mente "a viagem, em si mesma "que era como denominava os planos da viagem, isolados de outros problemas: "Seria algo em torno de umas 16 horas de voo ... " .
Sendo que, sempre que podia antecipava na cabeça, os pormenores do que achava que viveria em breve.
Mas, o que já conseguira até ali - os smart translators e as passagens para Estocolmo - já era algo .
terça-feira, 1 de abril de 2014
O cadeado de bolinha azul - 3
Entrou no escritório , olhou o relógio , o tempo tinha voado .
Pegou os papéis que separara para o dia . Olhou de novo o relógio , "se tiver trânsito estou perdido ... "
Anotou a senha do cadeado de bolinha azul velho ( para cima , para a direita , para a direita de novo , para baixo ) , fechou o portão e também o cadeado de bolinha azul velho . Entrou no carro e pegou a estrada para ir para o centro da cidade , onde daí a quarenta minutos teria a reunião . "agora já preciso de sorte para chegar a tempo " pensou .
Já fazia tempo que o telefone não tocava . Ainda bem , tudo deveria estar em ordem . Será ?
Mesmo dirigindo conferiu o bolso direito ... era ali que guardava o celular . Nada do celular no bolso da direita . Apalpou o bolso esquerdo . Também não estava ali . " Mau sinal . " , pensou .
Dirigindo pensou em parar o carro para dar uma busca completa . " E se eu deixasse o celular para lá ? E se eu parasse de me preocupar com ele ? "
Respondeu a própria pergunta : " Se eu deixar o celular para lá e tiver esquecido o celular em casa poderiam neste tempo ligar para fechar o contrato . Sim , eu poderia perder o contrato por não ter atendido o celular no momento certo . "
Pensou em ligar para a mulher para ela ver se o celular estava na tomada do banheiro , onde ele sempre deixava para carregar . No meio do pensamento lembrou que estava sem o celular.
Ligar para avisar que atrasaria à reunião ... também impossível ; estava sem o celular , caracas !
Lembrou de novo . Mas e se retornasse à casa para pegar o celular ... ; olhou o relógio ...
... se retornasse à casa ainda daria para ligar com uns vinte minutos de antecedência avisando que se atrasaria para a reunião .... pegou o primeiro retorno da estrada e voltou .
Chegou em casa , abriu o portão e apressou os passos até o banheiro. A porta estava fechada a chave .. .
Mas se está sozinha , porque fechar a porta com chave ?
São os hábitos , pensou ... se algo for repetido por 21 vezes se torna hábito . É a neurolinguística que diz ... ... a neuro- linguística ... seria a neurolinguística mesmo ? sei lá ....
... mais esta agora .... ela fechou a porta mesmo estando sozinha por causa do hábito - e mesmo que não tenha sido a neurolinguística que tenha afirmado , o certo é que ela fechou a porta mesmo estando sozinha ... mesmo assim ela fechou a porta ... e eu não posso entrar para ver se meu celular está ligado à tomada de luz do banheiro até que ela resolva abrir a porta ...
Com um pequeno passo para trás preparou-se para quase gritar :
" " Bem " ! , o meu celular ! ele esta carregando aí na tomada do banheiro ? "
" O que ? "
" O ce-lu-lar ! ? ... o meu ce-lu-lar , por acaso ele ficou aí na tomada do banheiro ? "
" Não estou ouvindo nada ! ! estou no banho ! "
- segue -
Pegou os papéis que separara para o dia . Olhou de novo o relógio , "se tiver trânsito estou perdido ... "
Anotou a senha do cadeado de bolinha azul velho ( para cima , para a direita , para a direita de novo , para baixo ) , fechou o portão e também o cadeado de bolinha azul velho . Entrou no carro e pegou a estrada para ir para o centro da cidade , onde daí a quarenta minutos teria a reunião . "agora já preciso de sorte para chegar a tempo " pensou .
Já fazia tempo que o telefone não tocava . Ainda bem , tudo deveria estar em ordem . Será ?
Mesmo dirigindo conferiu o bolso direito ... era ali que guardava o celular . Nada do celular no bolso da direita . Apalpou o bolso esquerdo . Também não estava ali . " Mau sinal . " , pensou .
Dirigindo pensou em parar o carro para dar uma busca completa . " E se eu deixasse o celular para lá ? E se eu parasse de me preocupar com ele ? "
Respondeu a própria pergunta : " Se eu deixar o celular para lá e tiver esquecido o celular em casa poderiam neste tempo ligar para fechar o contrato . Sim , eu poderia perder o contrato por não ter atendido o celular no momento certo . "
Pensou em ligar para a mulher para ela ver se o celular estava na tomada do banheiro , onde ele sempre deixava para carregar . No meio do pensamento lembrou que estava sem o celular.
Ligar para avisar que atrasaria à reunião ... também impossível ; estava sem o celular , caracas !
Lembrou de novo . Mas e se retornasse à casa para pegar o celular ... ; olhou o relógio ...
... se retornasse à casa ainda daria para ligar com uns vinte minutos de antecedência avisando que se atrasaria para a reunião .... pegou o primeiro retorno da estrada e voltou .
Chegou em casa , abriu o portão e apressou os passos até o banheiro. A porta estava fechada a chave .. .
Mas se está sozinha , porque fechar a porta com chave ?
São os hábitos , pensou ... se algo for repetido por 21 vezes se torna hábito . É a neurolinguística que diz ... ... a neuro- linguística ... seria a neurolinguística mesmo ? sei lá ....
... mais esta agora .... ela fechou a porta mesmo estando sozinha por causa do hábito - e mesmo que não tenha sido a neurolinguística que tenha afirmado , o certo é que ela fechou a porta mesmo estando sozinha ... mesmo assim ela fechou a porta ... e eu não posso entrar para ver se meu celular está ligado à tomada de luz do banheiro até que ela resolva abrir a porta ...
Com um pequeno passo para trás preparou-se para quase gritar :
" " Bem " ! , o meu celular ! ele esta carregando aí na tomada do banheiro ? "
" O que ? "
" O ce-lu-lar ! ? ... o meu ce-lu-lar , por acaso ele ficou aí na tomada do banheiro ? "
" Não estou ouvindo nada ! ! estou no banho ! "
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capítulo 19
capítulo 2
capítulo 20
capítulo 21
capítulo 22
capítulo 23
capítulo 24
capítulo 3
capítulo 4
capítulo 47
capítulo 48
capítulo 49
capítulo 5
capítulo 50
capítulo 51
capítulo 52
capítulo 53
capítulo 54
capítulo 55
capítulo 55 R2
capítulo 56
capítulo 57
capítulo 58
capítulo 59
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capítulo 81
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capítulo 95
capítulo 96
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